Hugo Motta Propõe Fim da Escala 6×1 em Transição de 1 Ano com Lula

Presidente da Câmara Defende Fim da Escala 6×1 com Propostas de Transição
Em uma entrevista concedida na segunda-feira, 25 de maio de 2026, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, detalhou os planos para a transição do fim da escala de trabalho 6×1. A declaração ocorreu em conjunto com ministros do governo Lula e outros congressistas, em um evento realizado no Salão Verde da Câmara.
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Motta enfatizou que a transição, após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), levará um ano para ser totalmente implementada. A discussão, que envolve a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, o fim da escala 6×1 e a manutenção do salário, ainda precisa ser analisada pelos deputados e senadores.
O presidente da Câmara ressaltou que o governo, representado pelos ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), está aberto a negociações, buscando um consenso que beneficie tanto trabalhadores quanto empresas.
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Detalhes da Transição e Reuniões com o Governo
O cronograma proposto prevê uma redução gradual da jornada, começando com 44 horas para 42 horas semanais em 60 dias após a promulgação da PEC. Em seguida, em 12 meses, a jornada final, conforme a proposta, será implementada. Motta informou que se reuniu com o presidente Lula para discutir os detalhes dessa transição, e que o prazo de um ano é considerado uma “grande notícia do dia”.
Ele também expressou o desejo de aprofundar as discussões sobre microempreendedores individuais (MEIs), buscando permitir que eles possam contratar mais de uma pessoa, o que, segundo ele, trará avanços na formalização do trabalho.
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Reações dos Ministros e Congressistas
O Ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, destacou a complexidade da negociação, descrevendo-a como um “histórico”. Ele afirmou que o acordo representa uma “conquista” para os brasileiros e que o sucesso da negociação se deve ao “espírito público republicano” de Hugo Motta.
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a importância da luta pelas 40 horas semanais, que remonta à Assembleia Constituinte de 1988, e enfatizou que a mudança beneficiará tanto empresas quanto trabalhadores, aumentando a produtividade no Brasil.
Alencar Santana, presidente da comissão especial, e Leo Prates, relator da comissão, também expressaram seu apoio à proposta, considerando-a uma “entrega histórica” e um marco na gestão de Motta à frente da Câmara.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



