HUGG em Risco: Legado Histórico Ameaçado por Decisão Polêmica em 2026

HUGG em Risco: Decisão polêmica ameaça hospital histórico! Futuro incerto para unidade fundada em 1929 por Gaffrée e Guinle

(Imagem de reprodução da internet).

Hospital Universitário Gaffrée e Guinle: Um Legado em Risco

O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), um marco na história da saúde pública brasileira, enfrenta um futuro incerto. Após uma “fusão” com o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), a unidade, que celebra seu quase centenário em 2026, está sendo desmantelada sem um planejamento adequado, gerando preocupação entre profissionais, estudantes e pacientes.

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Fundado em 1929 por Cândido Gaffrée e Guilherme Guinle, o HUGG surgiu como uma resposta à alta incidência de sífilis no Brasil, oferecendo tratamento gratuito à população. Inicialmente, o hospital desempenhou um papel crucial no combate à doença, desafogando atendimentos nas Santas Casas de Misericórdia, que eram a principal forma de assistência médica da época.

A unidade se tornou um centro de referência, reconhecido por sua atuação multidisciplinar e pela integração entre ensino, pesquisa e atendimento.

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Histórico e Evolução do Hospital

Ao longo dos anos, o HUGG passou por diversas transformações, adaptando-se às novas demandas da saúde. Em 1966, foi incorporado à Escola de Medicina e Cirurgia, e em 1968, recebeu seu nome atual. Em 1979, a unidade foi incorporada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), expandindo sua atuação no ensino e na formação de profissionais.

Atualmente, o HUGG oferece atendimento em diversas especialidades, incluindo clínica médica, cirúrgica, infectologia, oncologia, pediatria e ginecologia, além de realizar pesquisas e atividades de extensão.

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Desafios e Preocupações Atuais

Em 2025, a incorporação do HFSE ao HUGG foi apresentada como um ganho para a reorganização dos fluxos assistenciais e o fortalecimento do ensino e da pesquisa. No entanto, a realidade aponta para a extinção de duas importantes unidades hospitalares e de formação, com impactos diretos na qualidade do atendimento, na infraestrutura de ensino e na pesquisa.

Relatos de trabalhadores indicam o fechamento de leitos, a superlotação no pronto atendimento e dificuldades na infraestrutura de ensino e assistência.

Mobilização e Denúncia

Diante desse cenário, a Associação dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Asunirio) tem denunciado as irregularidades e mobilizado servidores e a população em defesa do HUGG. A unidade está realizando um ato em frente ao hospital para denunciar as irregularidades e dialogar com a população carioca sobre a importância da unidade e o risco de descontinuidade de atendimentos.

A manifestação está marcada para terça-feira (9), às 9h30, em frente ao HUGG – Rua Mariz e Barros, 775 – Maracanã, Rio de Janeiro.