HPV: Vírus Silencioso que Ameaça a Saúde Feminina! 😱 Descubra os riscos, prevenção e a importância do rastreamento para o câncer de colo de útero. 🚨
O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, com a maioria das pessoas entrando em contato com ele em algum momento da vida. Estima-se que cerca de 80% da população humana terá contato com o vírus, o que demonstra sua ampla circulação.
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A principal via de transmissão ocorre através do contato sexual, mas o vírus também pode ser transmitido por contato direto da pele com a pele.
Na maioria dos casos, o sistema imunológico do corpo consegue eliminar o HPV sem causar problemas. No entanto, alguns tipos de HPV de alto risco podem levar ao desenvolvimento de câncer, sendo o câncer de colo de útero o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado em mulheres no Brasil. É importante ressaltar que o vírus também está associado a outros tipos de câncer, incluindo pênis, garganta e ânus.
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Fabiana Peroni, diretora de projetos e parcerias do Grupo Mulheres do Brasil, explica que o vírus se comporta de forma semelhante a um vírus da gripe, circulando amplamente. Ela enfatiza a importância de desmistificar a relação entre o HPV e a promiscuidade, evitando a criação de tabus.
A especialista destaca que, embora o HPV de alto risco possa causar câncer de colo de útero, a relação não é direta e depende de outros fatores.
Um dos principais desafios do HPV é sua natureza silenciosa. Após entrar em contato com o corpo, o vírus permanece latente por um longo período, geralmente entre oito e dez anos, antes de se manifestar como uma doença. O câncer de colo de útero é a principal consequência, sendo mais comum em mulheres entre 35 e 55 anos que tiveram exposição ao vírus no início de suas vidas sexuais.
O rastreamento, através do exame preventivo (Papanicolau), é crucial para detectar lesões pré-cancerígenas.
O Brasil iniciou a vacinação contra o HPV em 2014, inicialmente para meninas e a partir de 2016 para meninos. Atualmente, a cobertura vacinal entre meninos e meninas de 9 a 14 anos alcançou 82%, um marco significativo, especialmente considerando os desafios impostos pela pandemia.
Apesar disso, a adesão entre os meninos ainda é menor, em 67%.
Peroni explica que os efeitos da vacina não são imediatos, mas que a proteção contra o câncer de colo de útero se manifestará em um futuro próximo. As mulheres que estão adoecendo hoje são aquelas que não tiveram acesso à vacina, geralmente mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Uma novidade promissora é o teste HPV DNA, que permite a detecção do vírus antes mesmo do surgimento do câncer, através de uma autocolheita.
A vacina contra o HPV é gratuita para pessoas de 9 a 19 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para mulheres de até 45 anos que não se vacinaram na faixa etária indicada, a vacina está disponível na rede privada, com um custo de aproximadamente R$ 800 por dose.
Homens e mulheres de até 45 anos podem se beneficiar da vacinação, que é considerada uma medida preventiva fundamental.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.