Hospital de Base de Brasília em Crise: Denúncias chocam Tribunal de Contas
Hospital de Base de Brasília em crise: Denúncias chocam Tribunal de Contas! 🚨 Deputado Gabriel Magno acusa má gestão e riscos aos pacientes. Saiba mais!
Hospital de Base de Brasília: Crise e Denúncias no Tribunal de Contas
O deputado distrital Gabriel Magno protocolou, nesta quarta-feira (29), uma representação formal ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) contra a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF).
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A ação busca uma tutela provisória diante de um cenário alarmante no Hospital de Base de Brasília, caracterizado por uma situação que o parlamentar descreve como “calamidade instalada”. As denúncias apontam para uma gestão administrativa em declínio, com padrões que lembram situações pré-sanitárias, expondo pacientes a riscos biológicos severos.
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Problemas Crônicos no Hospital de Base
Magno detalhou que as investigações revelam uma crise generalizada na rede pública de saúde, com o Hospital de Base no centro da atenção. O parlamentar relatou o recebimento de relatos de servidores, da população sem acesso aos serviços hospitalares e de diversas denúncias que circulam em toda a rede de saúde do Distrito Federal.
Ele enfatizou a gravidade da situação no Hospital de Base, envolvendo acompanhantes, pacientes e profissionais que enfrentam condições de trabalho precárias.
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Além disso, o deputado criticou o modelo de gestão adotado na unidade, questionando a promessa de que o Hospital de Base seria um exemplo de atenção à saúde no Brasil, considerando a atual situação como um reflexo da má gestão, da corrupção e da falta de cuidado com o dinheiro público e com a população.
A representação busca responsabilizar os gestores pela falha na administração da unidade.
Pedido de Prestação de Contas e Suspensão de Contratos
Em resposta à crise, o parlamentar apresentou pedidos de providência ao Ministério Público, ao Conselho de Saúde e a outros órgãos de controle. A representação exige a prestação de contas do Iges-DF, a suspensão de contratos considerados irregulares e a garantia de atendimento digno para os pacientes.
A base da denúncia reside em flagrantes de usuários sendo atendidos sobre pedaços de papelão no piso frio, o que ignora normas básicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF).
Infraestrutura em Ruínas e Superlotação
A situação do Hospital de Base foi ainda mais evidenciada pela fiscalização realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira (28). O deputado Fábio Felix (Psol-DF) descreveu o estado da unidade como “uma das piores que eu já vi nesses oito anos à frente da Comissão de Direitos Humanos”, destacando a superlotação no pronto-socorro e a comparação com os momentos críticos da crise sanitária recente.
Felix informou que o Hospital de Base opera com 195 internados para apenas 113 leitos ideais, evidenciando a urgência da situação. A infraestrutura em ruínas, com o elevador quebrado e apenas um aparelho de ar-condicionado funcionando, agrava o sofrimento de pacientes graves.
A falta de climatização e a interrupção no fornecimento de água e na queda do sistema eletrônico geraram longas esperas e paralisaram exames e diagnósticos.
Relatos de Pacientes e Famílias
Ainda mais alarmante são os relatos de pacientes e familiares. Aline Macedo, acompanhando uma paciente de 65 anos, descreveu as dificuldades enfrentadas para o acesso aos banheiros, com apenas um chuveiro e um sanitário funcionando, além da interdição frequente de instalações.
Essa situação expõe pessoas fragilizadas a novos riscos, com filas longas e o chão molhado.
O deputado Félix também apontou a falta de equipamentos básicos, como macas em situação precária e a ausência de suportes de soro, fitas de glicemia e biombos para garantir a privacidade dos pacientes. A escassez de oxigênio e a falta de pessoal médico e enfermeiro contribuem para o colapso operacional da unidade.
Gestão Bilionária e Desassistência
A crise no Hospital de Base ocorre em paralelo ao crescimento dos recursos públicos destinados ao Iges-DF. A representação de Gabriel Magno destaca que desde 2018, os repasses ao instituto somaram R$ 7,7 bilhões, um aumento de 290%. Apesar desse investimento massivo, o TCDF não julgou ou aprovou nenhuma prestação de contas do instituto desde sua criação.
Magno argumenta que a desproporção entre o investimento e a qualidade do serviço prestado é uma prova da falência da gestão. Ele ressalta que, mesmo com bilhões consumidos, o instituto não consegue prover macas básicas ou manter o fluxo de cirurgias.
A representação protocolada no TCDF pede, em caráter de urgência, o remanejamento imediato dos pacientes que ocupam os corredores e o chão do Hospital de Base para leitos adequados. Além disso, solicita a suspensão de qualquer gasto com publicidade institucional do Iges-DF enquanto perdurarem a falta de insumos e o colapso operacional da unidade.