A Honda surpreende ao lançar o motor RA626H em Tóquio, que impulsionará a Aston Martin na temporada de 2026 da Fórmula 1. Descubra os desafios e inovações!
A Honda revelou, na madrugada desta terça-feira (20), durante um evento em Tóquio, Japão, seu mais recente motor: o RA626H. Este motor será utilizado pela equipe Aston Martin na temporada de 2026 da Fórmula 1, marcando o primeiro ano de colaboração entre a Honda e a escuderia inglesa.
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Anteriormente, a fabricante japonesa fornecia motores para a Red Bull e a Racing Bulls.
Com as novas regulamentações, os motores passaram por significativas alterações. Entre 2022 e 2025, o motor V6 de 1.6L a combustão era responsável pela maior parte da potência dos carros, complementado por uma unidade elétrica com dois componentes: MGU-K e MGU-H, que gerava cerca de 120 kWh ou 160 cavalos de potência.
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A partir de 2026, o MGU-H será eliminado, resultando em motores híbridos compostos apenas pela unidade a combustão V6 e pela unidade elétrica MGU-K, que deverá gerar 350 kWh. A divisão de força entre as unidades será de 50/50.
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation (HRC), destacou que a remoção do MGU-H representa um dos principais desafios na criação do novo motor. Ele mencionou que isso pode causar “um certo atraso na resposta do turbo”. “Os novos motores não têm o MGU-H, que converte a energia térmica dos gases de escape em energia elétrica, o que implica um atraso na resposta do turbo”, explicou.
Além disso, Watanabe ressaltou outros dois aspectos importantes na fabricação do novo motor: o aumento da potência da unidade elétrica e a eficiência energética. “Um desafio é triplicar a potência do motor elétrico, mantendo a capacidade do reservatório de energia praticamente inalterada.
A gestão de energia será crucial e representa o maior desafio técnico das novas regras”, afirmou.
Watanabe também mencionou o teto de gastos como um fator a ser considerado pelas fabricantes de motores na Fórmula 1. A partir de 2026, o limite de custos para as unidades de potência será de 130 milhões de dólares por ano, o que equivale a aproximadamente R$ 697 milhões. “Esse limite abrange todos os custos relacionados ao projeto, produção e fornecimento da unidade de energia”, ponderou.
Ele enfatizou que essa mudança representa um desafio significativo para os fornecedores de unidades de energia, especialmente em um momento de grandes transformações tecnológicas. Por fim, Watanabe expressou confiança na capacidade da Honda de superar esses desafios e valorizou a parceria com a Aston Martin. “Estamos confiantes de que, trabalhando juntos como uma equipe, seremos competitivos na nova era da Fórmula 1”, concluiu.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.