Homem detido por plano criminoso com ChatGPT envolvendo assassinato do filho
Suspeito detido após plano criminoso com ChatGPT revela ameaça ao futuro da família e outras instituições.
Um homem de apenas 36 anos foi detido pela Polícia Civil do Espírito Santo após relatar à plataforma ChatGPT planos criminosos que envolviam o assassinato próprio filho para evitar pagamentos de pensão alimentícia no sábado, dia 20 de junho de 2026.
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A prisão ocorreu na sexta – feira, dia 19 de junho, em uma área rural localizada em São Gabriel da Palha e só veio a público graças a um complexo sistema de cooperação internacional entre órgãos brasileiros e estrangeiros. A investigação revelou ameaças graves contra autoridades públicas além dos crimes familiares inicialmente relatados ao chat artificial.
Cooperação Internacional leva à apreensão
O caso chegou às mãos das autoridades brasileiras por meio do rastreamento feito pela OpenAI — dona da plataforma ChatGPT —, que identificou as mensagens suspeitas enviadas pelo indivíduo. Em seguida, os dados foram encaminhados para o FBI americano (Federal Bureau of Investigation.
A partir daí, houve uma cadeia contínua: o material foi repassado aos agentes do Cyber Lab pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública federal. Foi esse acionamento ministerial quem motivou a Polícia Civil capixaba a iniciar formalmente investigações em 16 de junho.
Segundo apurado pelas forças policiais civis, durante suas interações com inteligência artificial ele afirmava ter intenção de contratar um pistoleiro específico para matar seu próprio filho financeiramente desamparado pela pensão alimentícia. O suspeito também mencionaria planos mais amplos que iam além dos laços familiares.
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Ameaças contra instituições públicas
Além do crime familiar planejado, o homem relatara à Inteligência Artificial sua pretensão de realizar ataques violentos. Ele teria mencionado não apenas escolas e igrejas — mas todas as autoridades —, indicando a vontade de causar vítimas em grande número possível na região ou no país inteiro.
“Nas mensagens enviadas à inteligência artificial ele relata a intenção de contratar um pistoleiro para matar o próprio filho e dizia ter meios para a prática de outros crimes violentos”, detalhou informações fornecidas pelo delegado Ícaro Olímpio, adjunto da Drcc., que acompanhou os trabalhos investigativos. Ele também mencionava“a possibilidade de realizar ataques contra escolas, igrejas e autoridades”.
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Ao ser abordado pela polícia enquanto saía do local onde trabalhava na zona rural, ele não demonstrou qualquer sinal de esperar uma ação das forças policiais. Durante o interrogatório formal com a Polícia Civil capixaba, por outro lado, negou veementemente ter intenção real ou capacidade para concretizar quaisquer dos crimes.
Apesar da negativa sobre os planos criminosos graves que havia relatado à plataforma digital, foi confirmado durante depoimento que investigado admitiu realizar diversas pesquisas e interações dentro da própria plataforma artificial inteligente (IA). Os materiais apreendidos no decorrer dessa operação foram imediatamente encaminhados ao setor pericial especializado em análise forense do estado. Esses dados serão analisados detalhadamente na continuidade deste inquérito policial. Após concluir todas as diligências necessárias, a autoridade responsável definirá se haverá indiciamentos formais contra o homem de 36 anos neste caso complexo.