Hillary Clinton Deporá em Investigação sobre Jeffrey Epstein
A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, deverá prestar depoimento a portas fechadas nesta quinta-feira (26) para uma comissão do Congresso que investiga as atividades do empresário condenado por abuso e tráfico sexual, Jeffrey Epstein.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Clinton afirmou não se recordar de ter conversado com Epstein, embora tenha conhecido Ghislaine Maxwell, que cumpre pena por tráfico de menores para que Epstein as explorasse sexualmente.
A ex-secretária, que foi candidata democrata à presidência em 2016, acusou a Comissão de Supervisão da Câmara, liderada por republicanos, de tentar desviar a atenção dos eventos relacionados a Epstein, que morreu por suicídio na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Jonathan Shaub, professor de direito da Universidade de Kentucky, comentou que Clinton apresentou argumentos convincentes de que seu depoimento era desnecessário.
Depoimentos em Chappaqua
Hillary e Bill Clinton inicialmente se recusaram a depor, mas acabaram concordando em prestar esclarecimentos ao Congresso. O depoimento ocorrerá em Chappaqua, Nova York, próximo à residência do casal. O presidente republicano da comissão, James Comer, de Kentucky, afirmou que as transcrições dos depoimentos serão divulgadas publicamente.
LEIA TAMBÉM!
Comer também destacou que Epstein visitou a Casa Branca 17 vezes durante a presidência de Bill Clinton e que o ex-presidente voou no avião de Epstein diversas vezes no início dos anos 2000, após deixar o cargo. Os Clinton concordaram em depor sobre o caso Epstein, e a investigação inclui um grande volume de arquivos e documentos governamentais.
Revelações e Implicações
Nolan Higdon, professor de história e estudos de mídia da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, comentou que as únicas revelações significativas até agora foram algumas fotos controversas de Bill Clinton em uma banheira de hidromassagem. O ex-presidente negou qualquer irregularidade e expressou arrependimento por seus laços com Epstein.
As perguntas da comissão podem se concentrar na relação de Epstein com a Fundação Clinton e sua Iniciativa Global Clinton no início dos anos 2000. A divulgação dos arquivos de Epstein gerou repercussões, envolvendo figuras proeminentes, incluindo o ex-Duque de York e Donald Trump, que também teve relações com Epstein nas décadas de 1990 e 2000, antes da condenação de Epstein em 2008 por aliciar uma menor.
Comer afirmou que as evidências coletadas pelo painel não incriminam Trump. Shaub observou que a presença de Bill Clinton na investigação pode estabelecer um precedente para que outros ex-presidentes, como Trump, também sejam convocados a depor no futuro, caso a investigação prossiga ou se os democratas assumirem o poder.
