Hezbollah rejeita cessar-fogo mediado pelos EUA e intensifica confrontos com Israel

Hezbollah rejeita plano de cessar-fogo mediado pelos EUA e intensifica confrontos com Israel. Entenda as consequências dessa decisão e os desdobramentos da

04/06/2026 15:56

3 min

Hezbollah rejeita cessar-fogo mediado pelos EUA e intensifica confrontos com Israel
(Imagem de reprodução da internet).

Hezbollah Rejeita Plano de Cessar-Fogo Mediado pelos EUA

O Hezbollah não aceitou um plano de cessar-fogo que havia sido acordado entre os governos do Líbano e de Israel, em negociações mediadas pelos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (4), Israel continuou seus ataques no sul do Líbano e declarou que não se retiraria da região.

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Na quarta-feira (3), os Estados Unidos anunciaram que Líbano e Israel concordaram em implementar um cessar-fogo, desde que o Hezbollah suspendesse os ataques e retirasse seus combatentes das áreas próximas à fronteira.

O Hezbollah, que não participa das negociações, considerou as conversas vergonhosas e rejeitou a declaração de Washington, chamando-a de “um roteiro para a aniquilação de uma parte do povo libanês e a escravização do restante”. Em um comunicado, o grupo afirmou: “Enquanto a ocupação existir, a resistência continuará”.

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Os confrontos entre o Hezbollah e Israel foram retomados em 2 de março, quando o grupo disparou em apoio ao Irã, que estava sob ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel.

Conflito e Exigências de Teerã

A guerra continua, apesar dos vários acordos de cessar-fogo anunciados por Washington desde abril. O conflito se tornou um ponto de tensão nas negociações diplomáticas para resolver a disputa regional. Teerã exige o fim dos ataques israelenses no Líbano como parte de qualquer acordo.

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Qassem, um líder do Hezbollah, afirmou que um cessar-fogo deve incluir o sul do Líbano, onde Israel estabeleceu uma “zona de segurança” para proteger o norte de Israel de ataques do Hezbollah.

Ele também declarou que as cidades no norte de Israel não estarão seguras “enquanto nossas aldeias estiverem inseguras, bombardeadas, destruídas e nosso povo estiver sendo morto”. O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, que fundou o Hezbollah em 1982, afirmou que “a exigência mínima da resistência” é a retirada de Israel para as posições que ocupava antes do início da guerra.

Continuação dos Ataques Israelenses

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel “continuará, por enquanto, seus ataques e operações em terra”. As Forças Armadas de Israel alertaram os moradores do sul, informando que continuam a atingir instalações do Hezbollah.

Katz ressaltou que Israel seguirá desmantelando a infraestrutura terrorista na área e que possui “liberdade de ação, com o apoio dos EUA, para atacar Beirute em resposta a ataques contra comunidades e território israelenses”.

Fontes de segurança relataram que Israel realizou ataques aéreos, e a Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que cinco pessoas foram mortas em bombardeios na cidade de Sohmor. Um drone também sobrevoou Beirute. O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou que a proposta de cessar-fogo dos EUA era “uma última oportunidade para garantir um cessar-fogo abrangente e permanente”.

Antes da declaração do líder do Hezbollah, Aoun mencionou que o cessar-fogo poderia entrar em vigor em um dia, caso todas as partes o aprovassem, referindo-se ao Hezbollah.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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