Hezbollah anuncia fim da paciência e ameaça guerra com Israel! Mahmoud Qmati declara que o grupo retomará a resistência após anos de contenção. Ameaças e tensão no Líbano!
Em uma declaração direcionada à população do sul do Líbano, o vice-chefe do conselho político do Hezbollah, Mahmoud Qmati, anunciou que o grupo considera encerrado o período de contenção adotado após os confrontos com Israel. Qmati enfatizou que a organização demonstrou “paciência” para evitar uma escalada e permitir que o governo libanês conduzisse negociações.
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Ele ressaltou que, apesar de repetidas declarações sobre os limites dessa paciência, o Hezbollah foi acusado de fraqueza devido à perda de vidas e à destruição de propriedades.
Qmati afirmou que o Hezbollah cooperou plenamente com questões nacionais, cumpriu o acordo de cessar-fogo, inclusive com a entrega de armas ao sul do rio Litani. No entanto, criticou o governo de Beirute, argumentando que ele não valorizou ou respeitou a paciência demonstrada, fez concessões “gratuitas ao inimigo” e manteve uma política de “estrangulamento”.
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O dirigente expressou frustração com a falta de avanços na libertação de prisioneiros e na reconstrução das áreas afetadas pelo conflito.
Qmati descreveu a ofensiva israelense como premeditada, afirmando que não necessitava de pretexto e ocorreria em algum momento. Em um tom de desafio, declarou que a era da paciência havia terminado e que o Hezbollah estava pronto para retornar à resistência, caso Israel desejasse uma guerra aberta.
Ele enfatizou que Deus seria seu ajudador e que a vitória pertencerá ao Líbano, ao seu povo e à resistência.
As declarações de Qmati foram feitas em meio a uma crescente tensão entre Israel e o Irã. O governo israelense tem respondido a ameaças do Hezbollah, indicando a possibilidade de ampliar a ofensiva caso os disparos de foguetes continuem. O ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Hezbollah “pagará o preço” por novos ataques.
A situação se agravou com declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, que expressou a necessidade de avaliar a situação em relação ao Irã, e com a realização de um exercício militar conjunto entre Israel e os Estados Unidos.
Trump, em fevereiro de 2026, mencionou a possibilidade de um ataque ao Irã, e expressou preocupação com o desenvolvimento de mísseis pelo regime persa que poderiam ameaçar a Europa e as bases americanas no exterior. Apesar de negociações com o Irã, sem chegar a um acordo, o presidente norte-americano ressaltou que o Irã ainda não havia pronunciado a frase “nunca teremos uma arma nuclear”.
A situação permanece complexa, com a possibilidade de escalada na região.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.