Ministério da Saúde Não Inclui Vacina para Herpes-Zôster no SUS
O Ministério da Saúde divulgou uma portaria no Diário Oficial da União, confirmando que a vacina contra o herpes-zôster, também conhecida como “cobreiro”, destinada a pessoas com 80 anos ou mais, não será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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A decisão foi tomada após uma análise técnica realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec).
A Conitec considerou que, embora o imunizante seja eficaz e seguro na prevenção da reativação do vírus varicela-zóster, o custo estimado para sua utilização no SUS é excessivamente alto em relação aos benefícios esperados. Os estudos apresentados apontaram que, para atender ao grupo de idosos com mais de 80 anos e outras populações vulneráveis, o gasto poderia ultrapassar R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos, um valor considerado “não custo-efetivo” com base nos critérios técnicos adotados.
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Por que a vacinação foi negada?
A decisão da Conitec se baseou principalmente no alto custo da vacina e na incerteza sobre o retorno financeiro para o sistema público de saúde. Apesar disso, a Conitec reconhece a relevância clínica do imunizante para grupos específicos, como pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais (incluindo aquelas com HIV, em tratamento oncológico ou que utilizam medicamentos que reduzem a imunidade).
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Quem poderia se beneficiar com a vacina?
A vacina teria sido oferecida principalmente para pessoas imunocomprometidas, que apresentam maior risco de complicações da doença. Além disso, a Conitec considerou a relevância do imunizante para idosos com 80 anos ou mais, embora o custo tenha sido um fator determinante na decisão.
O que isso significa na prática?
Com a decisão, a vacina, que já está aprovada e comercializada no setor privado, não estará disponível para uso no SUS. Aqueles que desejarem se vacinar precisarão buscar atendimento em clínicas particulares e arcar com os custos por conta própria.
No entanto, o SUS continuará oferecendo o tratamento para casos de herpes-zôster, incluindo medicamentos para aliviar os sintomas e antivirais em casos de risco de agravamento, especialmente para idosos.
Possibilidade de revisão futura
A portaria publicada pelo governo federal indica que a situação pode ser reavaliada pela Conitec no futuro, caso surjam novos dados científicos, mudanças no preço da vacina ou outros fatores que modifiquem a análise de custo-efetividade.
