Henrique Vorcaro é preso na Operação Compliance Zero: entenda os detalhes da investigação!

Henrique Vorcaro é preso na Operação Compliance Zero, acusado de envolvimento em esquema financeiro ligado ao Banco Master. Descubra todos os detalhes!

Prisão de Henrique Vorcaro na Operação Compliance Zero

Na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi detido durante a nova fase da operação Compliance Zero. Ele já havia sido mencionado em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que indicou uma transferência de R$ 9 milhões de um intermediário do Banco Master para Henrique.

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De acordo com seu perfil no Linkedin, Henrique é diretor presidente do Grupo Multipar, que está sob suspeita de manter atividades financeiras ligadas ao Banco Master.

O pai de Daniel Vorcaro é alvo da investigação atual, sendo acusado de colaborar com o filho na solicitação e no aproveitamento dos serviços de uma organização chamada “Turma”, que teria sido criada para influenciar as investigações do Caso Master.

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Além disso, ele é apontado como operador financeiro dos pagamentos destinados a esse grupo.

Decisão do STF e Investigações da PF

Uma decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso, publicada em janeiro, revelou que a Polícia Federal encontrou indícios de que “empresas com capital social ínfimo cediam direitos creditórios milionários para FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) vinculados ao Banco Master”.

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A investigação também apontou movimentações financeiras suspeitas, incluindo a transferência de R$ 9 milhões para Henrique Moura Vorcaro, sugerindo desvio de recursos e risco ao sistema financeiro.

Após a autorização do ministro do STF, André Mendonça, foram realizadas ações em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde Henrique foi preso. No documento, Mendonça justifica a prisão preventiva dos principais envolvidos pela gravidade dos fatos, pela continuidade da atuação criminosa e pelo risco de obstrução das investigações.

Atividades do Grupo de Influência

As investigações iniciadas no começo do ano revelaram que o grupo contratado por Daniel Vorcaro para influenciar as apurações realizava atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de adversários. Eles teriam acessado dados do MPF e da Polícia Federal, conforme registros encontrados pela própria PF.

O empresário também teria feito anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em andamento.