O deputado federal Rodrigo Hauly, do Podemos-PR, manifestou sua insatisfação com a política de preços da Petrobras na segunda-feira, 16 de março de 2026. Ele argumentou que o governo poderia ter tomado medidas para evitar o aumento dos preços dos combustíveis no mercado interno.
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A declaração foi feita ao Poder360.
Produção e Consumo Interno
Hauly ressaltou que o Brasil possui uma produção de petróleo significativamente superior ao seu consumo, exportando o excedente. Ele considerou inaceitável que o consumidor brasileiro pagasse preços de combustível como se dependesse do petróleo proveniente do Oriente Médio.
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A situação, segundo o deputado, demonstra uma falta de habilidade por parte do governo, caracterizada por ineficiência.
Aumento da Petrobras e Pacote de R$ 30 Bilhões
Na sexta-feira, 13 de março, a estatal Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel destinado às distribuidoras. Essa decisão ocorreu um dia após o governo federal anunciar um pacote de R$ 30 bilhões para compensar a alta dos preços do petróleo.
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A medida gerou ainda mais críticas por parte do deputado.
Dados de Produção e Consumo
Em 2025, a produção de petróleo no Brasil registrou um crescimento de 13,3%, com uma média diária de 4,9 milhões de barris. O consumo anual do país em 2024 foi de 3,2 milhões de barris por dia. Esses números, segundo Hauly, indicam a autossuficiência do Brasil e justificariam que a Petrobras mantivesse preços mais baixos no mercado interno.
Intervenção Governamental e Autonomia da Petrobras
O deputado criticou a suposta “ingerência” do governo na política energética, considerando que, como a Petrobras é controlada pela União, o Executivo deveria orientar a companhia para evitar reajustes. “Não há razão para seguir automaticamente o mercado internacional”, afirmou Hauly, enfatizando que se tratava apenas de uma questão de a Petrobras não aumentar os preços.
O jornal digital buscou a Petrobras e a Secom (Secretaria de Comunicação Social) do governo federal por e-mail para obter esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação deste texto, que será atualizado caso haja novas informações.
Apesar da falta de resposta, integrantes do governo federal afirmaram que a política de preços da estatal não sofre qualquer tipo de influência do governo federal. A política de preços da Petrobras é considerada um tema sensível devido ao peso dos combustíveis na inflação e, consequentemente, na avaliação do governo.
