Haddad expõe: Operação bilionária prende Fit e desvios de R$26 bilhões!

Ministro Haddad aponta que não há solução rápida para crime organizado. Operação “Funil de Investimentos” apreendeu R$ 8 bilhões contra grupo investigado. Ação investiga suspeitas de sonegação fiscal e envolve o Grupo Fit, liderado por Ricardo Magro

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(Imagem de reprodução da internet).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, que não existe uma solução rápida ou fácil para combater o crime organizado. Em entrevista a jornalistas, o secretário da equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma abordagem que visa restringir os recursos financeiros disponíveis para as organizações criminosas.

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Haddad argumentou que, se não forem cortados os financiamentos, a situação pode levar a um aumento da informalidade no mercado de trabalho, com a utilização de mão de obra barata.

Investigações e Bloqueios Financeiros

O ministro mencionou a operação “Funil de Investimentos da Segurança Pública e do Sistema Prisional”, conduzida pela Justiça, e destacou que já foram apreendidos e bloqueados R$ 8 bilhões em contas e ativos ligados ao grupo investigado, que movimentava cerca de R$ 80 bilhões por ano.

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Haddad ressaltou que esses indivíduos devem uma quantia significativa aos cofres públicos de todo o país.

Operação Poço de Lobato e Alvos

A operação “Poço de Lobato” é um desdobramento da operação anterior e visa investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação está sendo realizada em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Bahia, com 126 mandados de busca e apreensão.

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Os alvos são pessoas ligadas ao Grupo Fit – antiga Refit, que possuía a refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Investigações e Impacto Financeiro

A investigação aponta para suspeitas de sonegação fiscal, fraude estruturada e ocultação de patrimônio, que, segundo as autoridades, podem ter causado prejuízos superiores a R$ 26 bilhões aos cofres públicos. O Grupo Fit, liderado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo e um dos maiores da União.

Ação Conjunta e Envolvimento Institucional

A operação conta com a participação de mais de 600 agentes públicos e é uma ação conjunta do CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo) com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além das polícias Civil e Militar.

O CIRA/SP é coordenado pelo governo paulista e envolve a Sefaz/SP, a Procuradoria-Geral do Estado e o Ministério Público de São Paulo. A operação também recebeu apoio de comitês interinstitucionais de outros estados e de grupos especiais de combate ao crime organizado.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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