Pré-candidato Defende Respeito à Privatização da Sabesp, Apesar de Discordância
Em entrevista publicada na sexta-feira, 13 de março de 2026, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reafirmou seu respeito à privatização da Sabesp, mesmo não tendo compartilhado da decisão original. A declaração ocorreu um dia após o anúncio formal de sua candidatura para as eleições de 2026.
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Haddad justificou sua posição, argumentando que não teria privatizado a Sabesp ou a BR Distribuidora, caso tivesse ocupado o cargo de Ministro da Fazenda durante o governo Bolsonaro. Ele enfatizou que a reversão de privatizações é um processo complexo, exigindo uma análise cuidadosa para determinar se a operação é realmente vantajosa. “A reinstauração dessas empresas é sempre uma operação muito complexa e precisa ser avaliada se compensa”, disse.
O petista também mencionou a nacionalização da Petrobras, ocorrida em 2019, durante o governo do PL, como um exemplo de decisão estratégica que se mostrou viável. Ele ressaltou a importância de considerar fatores operacionais e financeiros ao avaliar a possibilidade de reversões de privatizações.
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Privatização da Sabesp e Compromisso com Acordos Anteriores
Haddad esclareceu que sua opinião sobre privatizações é pessoal, mas que o compromisso do PT com o cumprimento de acordos firmados por governos anteriores é inegociável. Ele citou os quatro governos completos do PT em São Paulo como evidência do respeito aos contratos, argumentando que o descumprimento de acordos pode gerar prejuízos maiores à economia.
O pré-candidato também destacou a complexidade operacional envolvida em reversões de privatizações como um fator crucial para futuras decisões. Ele enfatizou que o plano de governo ainda está em desenvolvimento, mas reafirmou o respeito às políticas implementadas pelo governo Tarcísio, sem entrar em detalhes específicos.
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Venda da Sabesp e o Governo Republicano
A privatização da Sabesp, que envolveu a venda de 32% das ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, ocorreu em julho de 2024. O governo de São Paulo obteve R$ 14,8 bilhões pela transação, após vender 50,3% das ações que detinha.
O governador republicano, atualmente um possível adversário de Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, liderou o processo de privatização. A venda da Sabesp representou uma importante fonte de recursos para o estado, e o pré-candidato reafirmou seu compromisso com o cumprimento dos termos estabelecidos nesse acordo.
