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Haddad defende o fim das restrições comerciais unilaterais ao FMI e critica Selic em 15%

Ministro afirma que Selic “não deveria estar em 15%” durante reunião interna.

Por: Ricardo Tavares

15/10/2025 14:19

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda defende fim de restrições comerciais unilaterais

Em meio ao aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a eliminação das restrições comerciais unilaterais para preservar o crescimento global. Essa posição foi expressa em uma carta enviada ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Nesta semana, ocorre o encontro de outono do FMI em Washington (EUA), e Haddad cancelou sua participação devido às discussões sobre alternativas para fechar o orçamento de 2026, após o revés com a medida provisória que previa aumento de impostos e corte de gastos.

Reconhecimento da inflação e ajustes fiscais

Na carta, o ministro reconheceu que a inflação no Brasil está acima da meta, resultando em uma política monetária contracionista. Ele destacou o “compromisso inabalável” do Banco Central em cumprir o objetivo inflacionário. No que diz respeito ao ajuste fiscal, Haddad argumentou que as medidas adotadas nos últimos anos não se basearam apenas em “medidas de qualidade” na receita, mas também na racionalização de gastos.

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Cenário internacional e suas consequências

Sobre o cenário internacional, Haddad afirmou que as tensões comerciais geradas por “medidas unilaterais” têm afetado diversos países e contribuído para níveis recordes de incerteza. Segundo o ministro, isso cria um ambiente desafiador, com crescimento de longo prazo comprometido, inflação persistente, juros elevados por mais tempo e vulnerabilidades crescentes na dívida pública, agravadas pela crise climática.

O Brasil é um dos países mais afetados pelas tarifas de importação impostas pelo governo dos Estados Unidos, mas busca negociar com a administração de Donald Trump.

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Cooperação e crescimento econômico

Haddad defendeu que a remoção de restrições comerciais unilaterais e a restauração de estruturas previsíveis são essenciais para proteger o crescimento global. Ele enfatizou que, além do comércio, a cooperação é fundamental para enfrentar desafios globais, como mudanças climáticas, desigualdade e altos níveis de dívida.

No contexto da economia brasileira, o ministro considerou que a atividade econômica está próxima de seu potencial, após superar as expectativas de crescimento em anos anteriores. Haddad elogiou o aumento da projeção do FMI para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que passou de 2% para 2,4% este ano, destacando a resiliência da economia local diante de um cenário global desafiador.

Indicadores positivos e desafios persistentes

O ministro também mencionou que o momento positivo da economia brasileira é evidenciado pela queda no desemprego e na desigualdade de renda, com ambos os indicadores atingindo os níveis mais baixos da história.

No entanto, Haddad reconheceu que o núcleo da inflação permanece relativamente elevado, indicando pressões subjacentes persistentes, enquanto as expectativas de inflação no Brasil estão acima da meta.

“Assim, a política monetária continua em território contracionista, reafirmando o compromisso inabalável do Banco Central do Brasil em cumprir a meta e reancorar as expectativas”, concluiu.

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Autor(a):

Ricardo Tavares

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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