Guilherme de Pádua: Carta do inferno revela sofrimento e arrependimento após morte trágica em BH. Detalhes chocantes sobre o castigo no umbral e a dor do crime
A morte de Guilherme de Pádua, aos 53 anos, em 6 de novembro de 2022, em Belo Horizonte, foi causada por um infarto fulminante. A notícia foi confirmada pela Igreja Batista da Lagoinha, onde ele atuava como pastor após cumprir pena pelo crime que o assombrava.
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Anos após sua morte, uma carta psicografada revelou detalhes sobre seu sofrimento e castigo no umbral. A mensagem, carregada de arrependimento, descreve a dor persistente do crime que cometeu e a consequência de sua alma.
“O crime que eu cometi nunca saiu do meu pensamento. Mesmo quando meus lábios ensaiavam palavras de arrependimento, minha mente me perturbava. Durante anos tentei vestir a máscara do arrependimento, falei sobre Deus, sobre fé. Mas algo que nem mesmo o tempo consegue silenciar é a dor de ter apagado uma vida inocente”, relata a carta.
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“Cada vez que vi o rosto de Daniela em minha mente, era como se eu caísse em um poço de arrependimento. O remorso me rondava nas madrugadas e por mais que tentasse seguir em frente, algo sempre me puxava de volta para aquele instante, aquele momento terrível”, adiciona a mensagem.
“No momento em que deixei o corpo físico não houve paz. Mas sim um mergulho brusco no vazio. Fui exposto a tudo que eu causei. A ficha caiu de vez. Eu havia interrompendo um plano de vida. Fui lançando para uma região das trevas”, explica a carta.
“Fui acompanhado por vezes por presenças zombeteiras, entidades que se alimentavam da minha culpa. Sussurravam palavras duras, me lembrando o que eu fiz, me dizendo que jamais seria perdoado”, expõe a mensagem.
“Ali as correntes que me prendiam não eram de ferro. Eram invisíveis aos olhos humanos, mas insuportavelmente reais. O umbral não me recebeu com frutas, mas com espelhos que me mostravam a cena do crime como um castigo externo”, revela a carta.
Guilherme de Pádua teve poucos trabalhos na Globo. Atuou em “Mico Preto” (1990, como Narciso), uma ponta em “Salomé” (1991) e, notavelmente, como Bira em “De Corpo e Alma” (1992), novela na qual contracenou com a vítima de seu crime, Daniella Perez.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.