A guerra no Oriente Médio já impacta o mercado de petróleo, com preços superando US$ 100 e bolsas asiáticas em queda. Descubra as consequências!
A guerra que começou no Oriente Médio entre os EUA e Israel contra o Irã já está afetando uma das principais commodities globais: o petróleo. Após alcançar US$ 90 o barril na sexta-feira (6), a matéria-prima inicia a semana ultrapassando a marca de US$ 100, resultando em uma queda significativa nas bolsas asiáticas.
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Tóquio registrou uma baixa de 5,2%, enquanto a Coreia do Sul caiu 5,96%. Taiwan teve um saldo negativo de 4,43% e Hong Kong perdeu 1,35%.
Na China continental, as perdas foram mais moderadas, com uma queda de 0,67%, após dados de inflação acima do esperado. A bolsa australiana também foi impactada, com uma queda de 2,85% em Sydney. O índice pan-europeu Stoxx 600, por volta das 10h (de Brasília), apresentava uma queda de 1,72%.
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Na semana anterior, o índice sofreu uma queda de 5,5%, a maior em quase um ano.
Nos Estados Unidos, os futuros dos índices também caíam mais de 1%, com a alta dos preços do petróleo intensificando os temores de inflação, à medida que as hostilidades no Oriente Médio completavam dez dias. As ações do setor de viagens, já afetadas pela venda na semana anterior, foram as mais impactadas.
Grandes bancos como JPMorgan Chase, Citigroup e Bank of America registraram quedas superiores a 2% cada.
Por outro lado, os preços mais altos da energia impulsionaram as ações da Diamondback e da APA, que subiram mais de 3% cada, enquanto a Occidental teve um aumento de 2%. O futuro do Dow Jones caiu 561 pontos, ou 1,18%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 recuou 70,75 pontos, ou 1,05%, e o futuro do Nasdaq 100 cedeu 278,25 pontos, ou 1,13%.
No último pregão da semana, o barril do Brent, referência internacional negociada na ICE, fechou em alta de 8,52%, encerrando a sexta-feira (6) a US$ 92,69. Na semana anterior, o preço da commodity subiu 27,2%, com uma média de 5,44% ao dia. O WTI avançou ainda mais, com um aumento de 7% por dia, elevando o preço do barril para US$ 90,90.
Na segunda-feira (9), tanto o Brent quanto o WTI continuaram a subir, impactando as principais bolsas internacionais. Às 09h28 (de Brasília), os contratos futuros do Brent estavam cotados a US$ 103,26, com um aumento de 11,48%, enquanto os do WTI estavam a US$ 101, com um aumento de 9,91%.
A alta nos preços do petróleo ocorre após a primeira semana de ataques dos EUA e Israel ao Irã, um dos principais exportadores de petróleo do mundo. O Estreito de Ormuz, que fornece um quinto dos barris mundiais, está sob risco devido ao conflito, o que pode restringir a oferta e elevar os preços devido à alta demanda.
Especialistas alertam que, se a situação persistir pelos próximos 100 dias, os danos à produção de petróleo poderão ser significativos. Pedro Côrtes, professor da Universidade de São Paulo (USP), destacou que a produção e a distribuição da commodity foram afetadas por ataques em refinarias no Irã e em Israel.
Ele prevê que o preço do barril pode chegar a US$ 150 devido à falta de oferta.
Nos Estados Unidos, onde parte dos ataques foi planejada, o preço do galão de gasolina subiu quase 20% em estados como Califórnia e Nevada. O presidente americano, Donald Trump, minimizou o impacto, chamando-o de “pequeno contratempo”, enquanto o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, indicando a continuidade do controle rígido em Teerã.
De acordo com o The Wall Street Journal, o G7 e a Agência Internacional de Energia (AIE) estão discutindo a liberação de reservas de petróleo, o que pode ajudar a mitigar os efeitos da alta nos preços.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.