A guerra no Oriente Médio pode abalar a economia global! Dan Katz, do FMI, alerta sobre os riscos para preços de energia e crescimento. Descubra os detalhes!
O efeito da guerra no Oriente Médio sobre a economia mundial dependerá da duração do conflito e dos danos à infraestrutura e indústrias da região. Dan Katz, primeiro vice-diretor-gerente do FMI, destacou que a situação pode afetar os preços da energia, seja de forma temporária ou prolongada.
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Durante a conferência Future of Finance, em Washington, Katz afirmou que, se a incerteza persistir, os bancos centrais poderão agir com cautela. Ele mencionou que o conflito pode impactar significativamente a economia global em diversos indicadores, como inflação e crescimento, mas ainda é cedo para tirar conclusões definitivas.
Antes dos recentes ataques aéreos dos EUA e de Israel ao Irã, o FMI previa um crescimento robusto do PIB global de 3,3% em 2026. Essa expectativa se baseava, em parte, no aumento dos investimentos em inteligência artificial e nas projeções de ganhos de produtividade.
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Katz ressaltou que a duração do conflito e novos desdobramentos geopolíticos influenciarão o impacto econômico. O FMI está acompanhando as perturbações no comércio e na atividade econômica, além do aumento dos preços da energia, que contribuem para um ambiente econômico global instável.
O impacto direto do conflito inclui danos à infraestrutura e interrupções em setores essenciais, como turismo e transporte aéreo. Katz destacou a importância da indústria de energia, que será um foco central das análises do FMI.
Na terça-feira, os preços do petróleo subiram, com o Irã ameaçando atacar navios no Estreito de Ormuz. O petróleo bruto Brent atingiu US$ 83 por barril, um aumento de 15% em relação ao nível da sexta-feira anterior.
Katz acredita que os bancos centrais poderão ignorar um aumento temporário nos preços da energia, focando na inflação subjacente. No entanto, se um choque energético persistir, isso poderá desestabilizar as expectativas de inflação.
Ele observou que o pico da inflação pós-Covid em 2022 foi influenciado por fatores energéticos, com um repasse significativo para a inflação subjacente. Katz concluiu que os bancos centrais devem considerar as lições da pandemia ao definir suas políticas monetárias em resposta à situação geopolítica atual.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.