Guerra com o Irã pode elevar preços de preservativos em até 30%, alerta CEO da Karex

A guerra com o Irã pode elevar os preços dos preservativos em até 30%, alerta Goh Miah Kiat, CEO da Karex. Entenda os impactos na produção e logística!

22/04/2026 03:16

2 min

Guerra com o Irã pode elevar preços de preservativos em até 30%, alerta CEO da Karex
(Imagem de reprodução da internet).

Impacto da Guerra com o Irã nos Custos de Preservativos

O CEO da Karex, a maior fabricante de preservativos do mundo, Goh Miah Kiat, alertou que os preços dos produtos podem aumentar entre 20% e 30% se a guerra com o Irã continuar a afetar as cadeias de suprimentos globais. Em entrevista à Reuters na terça-feira (21), Goh destacou que a empresa enfrenta dificuldades devido à interrupção no fornecimento de materiais essenciais para a produção de preservativos.

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“A situação é definitivamente muito frágil, os preços estão altos”, afirmou Goh. Ele enfatizou que, neste momento, a única alternativa é repassar os custos aos clientes. A Karex, localizada na Malásia, não apenas fabrica preservativos, mas também lubrificantes íntimos, luvas, cateteres médicos e capas para sondas, com uma capacidade de produção superior a 5 bilhões de preservativos anualmente.

Desafios na Produção e Logística

Além do aumento nos custos de fabricação e embalagem, Goh mencionou que a empresa está enfrentando atrasos nas entregas. “Estamos vendo muitos preservativos em embarcações que ainda não chegaram ao seu destino, mas que são extremamente necessários”, disse ele.

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A Karex exporta para mais de 130 países, conforme informações disponíveis em seu site.

Enquanto a atenção se concentra principalmente no aumento dos preços do petróleo e gás natural, economistas alertam que a escassez de petróleo pode impactar a produção. A guerra também afetou a disponibilidade de matérias-primas, como nafta, óleo de silicone e amônia, que são fundamentais na fabricação de preservativos.

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Consequências da Escassez de Matérias-Primas

Angie Gildea, diretora global de petróleo e gás da KPMG, destacou que 41% da nafta da Ásia provém do Oriente Médio. Se os países produtores, como a Malásia, não conseguem acessar essas matérias-primas, são forçados a aumentar os preços. Além disso, países como Mianmar e Camboja começaram a racionar combustível, complicando ainda mais a situação.

Em algumas regiões do sudeste asiático, como no Vietnã, escolas emitiram ordens de permanência em casa devido ao alto custo de deslocamento para os alunos. Analistas do setor expressam preocupação de que isso possa afetar a capacidade dos trabalhadores das fábricas de chegarem aos locais de produção, resultando em atrasos na fabricação de produtos essenciais destinados à exportação.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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