Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fecha Estreito de Ormuz e alerta embarcações sobre riscos

A divisão naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) emitiu um alerta para que embarcações evitem se aproximar do Estreito de Ormuz, após o anúncio do fechamento da importante hidrovia neste sábado, 20 de fevereiro de 2026. De acordo com informações de um repórter da emissora estatal IRIB, a Marinha da IRGC enviou mensagens diretas a navios na região, alertando sobre os riscos envolvidos.
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Alerta sobre riscos na navegação
A Marinha iraniana advertiu que embarcações que tentassem atravessar o estreito poderiam ser confrontadas com minas ou até mesmo serem atacadas por suas forças navais. O repórter da IRIB ressaltou que o tráfego marítimo no Golfo Pérsico havia diminuído ainda mais em comparação com algumas horas antes, indicando uma possível resposta ao alerta emitido pela IRGC.
O contexto dessa situação é complexo e envolve a relação entre os Estados Unidos e o Irã. O recente memorando de entendimento firmado entre os dois países não abordou as questões relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz. Essa hidrovia é crucial para o transporte global de petróleo, e qualquer restrição pode impactar significativamente os mercados internacionais.
Implicações econômicas e políticas
Os navios poderão operar livremente por um período de “apenas 60 dias”, conforme estipulado nas novas diretrizes, enquanto o Irã negocia permissões de passagem com seus vizinhos do Golfo. Isso implica que Teerã poderá cobrar taxas pela navegação durante esse tempo, criando uma nova dinâmica econômica na região.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfatizou recentemente que o estreito estaria aberto sem custos adicionais durante os primeiros 60 dias, mas não esclareceu as condições para depois desse período.
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A situação gera preocupação entre os países dependentes do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo. Especialistas temem que esse fechamento possa provocar uma escalada nas tensões na região e afetar as operações comerciais no Golfo Pérsico.
Com a escalada das tensões e a incerteza sobre as futuras relações comerciais e diplomáticas entre o Irã e outros países, a comunidade internacional observa atentamente como essa situação se desdobrará nos próximos dias. A manutenção da segurança na navegação no Estreito de Ormuz é vital não apenas para os países da região, mas também para a economia global.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



