Guarda Revolucionária do Irã ataca bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait

A escalada de hostilidades entre Irã e EUA intensifica as tensões na região, afetando os preços do petróleo e a segurança das operações militares.

Comando Central dos EUA divulgou imagens que supostamente mostram ataques contra alvos iranianos

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta – feira (8) que atacou instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. A ação ocorre após uma nova onda de bombardeios americanos em resposta a ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz.

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De acordo com informações da Guarda Revolucionária Islâmica, a operação envolveu mísseis e drones direcionados a importantes bases militares americanas, incluindo Bandar Salman, no 5º Distrito Naval do Bahrein, e a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait.

O comunicado ainda menciona que um drone americano MQ-9 foi abatido durante a operação. Autoridades locais relataram que sirenes de ataque aéreo foram ativadas em ambos os países.

Reação dos Estados Unidos

Os novos ataques militares dos Estados Unidos ocorreram em resposta aos recentes incidentes envolvendo três petroleiros na região. O CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que mais de 20 alvos foram atingidos, visando impor um custo elevado ao Irã por suas ações, consideradas uma violação do cessar – fogo estabelecido.

Danos e consequências no Irã

Enquanto isso, explosões foram relatadas na principal ilha exportadora de petróleo do Irã, Kharg, além da ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas. A mídia estatal iraniana divulgou que diversas explosões ocorreram na região sul do país.

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Apesar disso, o CENTCOM não mencionou diretamente a ilha Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo bruto.

Um funcionário americano revelou à Reuters que os ataques focaram em sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros e locais de lançamento de mísseis. Embora não tenha havido registro de mortes civis no Irã, algumas pessoas ficaram feridas devido a estilhaços de um projétil que atingiu um píer comercial em Sirik.

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Impacto econômico e tensões diplomáticas

Os eventos recentes tiveram impacto direto nos preços do petróleo, que subiram mais de 3% após Washington decidir revogar uma licença que permitia ao Irã vender petróleo internacionalmente. Essa medida foi anunciada na terça – feira e representa um golpe significativo para o já fragilizado acordo entre os dois países.

A decisão americana estipula um prazo até 17 de julho para encerrar as transações relacionadas ao petróleo iraniano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou essa ação como uma violação do acordo que visava encerrar conflitos, afirmando que Washington será responsabilizado pelas consequências.

Ameaças e acusações mútuas

Embora Teerã negue envolvimento nos últimos ataques contra embarcações na região, o Catar apontou o Irã como responsável pelos ataques ao navio Al Rekayyat, que teria sido atingido por um drone. Um superpetroleiro saudita também sofreu danos na costa de Omã; porém, a causa permanece indefinida.

A partir desses episódios, analistas sugerem que líderes iranianos buscam estabelecer um sistema permanente para cobrar taxas no estreito. Isso representa uma mudança significativa no equilíbrio regional onde os Estados Unidos historicamente atuam como garantidores da segurança local.

Os recentes ataques ocorreram logo após multidões participarem do funeral do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Ele foi morto junto com outros membros da família durante o primeiro dia da guerra. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou as ameaças de retomar os bombardeios caso o Irã não aceite fechar um acordo definitivo.