A Groenlândia busca seu espaço no futebol mundial em 2026, mas enfrenta desafios com a Concacaf e a Uefa. Descubra os obstáculos e as esperanças dessa ilha!
No início de 2026, uma região até então pouco mencionada nas notícias, especialmente no Brasil, ganhou destaque mundial. A Groenlândia, que pertence à Dinamarca, tornou-se o foco de atenção, envolvendo potências como os Estados Unidos e a União Europeia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No entanto, sua relevância no cenário futebolístico é praticamente inexistente.
A Groenlândia possui uma competição local, mas não é filiada a nenhuma confederação, nem à Uefa nem à Fifa. Seu histórico no futebol é limitado a alguns amistosos não oficiais contra vizinhos como Islândia e Ilhas Faroé. A ilha buscava mudar essa realidade ao iniciar um processo de filiação à Concacaf, o que permitiria participar de torneios continentais contra seleções tradicionais, como Canadá, México e Estados Unidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entretanto, em junho de 2025, a Groenlândia enfrentou uma decepção ao ter sua solicitação negada pela Concacaf. A falta de infraestrutura e questões financeiras foram fatores determinantes para a rejeição, embora a confederação não tenha esclarecido os motivos.
Patrick Frederiksen, capitão da seleção nacional, comentou sobre os altos custos de viagem para a Groenlândia, ressaltando as dificuldades enfrentadas.
Além disso, a política dos Estados Unidos também se tornou um obstáculo. As declarações do presidente Donald Trump, desde seu retorno ao poder, complicaram a situação. No início de 2025, a Associação de Futebol da Groenlândia (KAK) foi convidada para uma reunião com a Concacaf em Miami, mas as negociações foram interrompidas devido ao clima político.
Kenneth Kleist, diretor executivo da KAK, mencionou que a situação se tornou um tema político, dificultando o avanço das conversas.
A Groenlândia, apesar de ser um território autônomo da Dinamarca e parte da Europa, não atende às exigências da Uefa, que incluem a necessidade de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas. Além disso, a Uefa exige que novas associações sejam reconhecidas pelas Nações Unidas como países soberanos.
Em contraste, as Ilhas Faroé, também dinamarquesas, são membros da Uefa e competem em torneios como as Eliminatórias para a Copa do Mundo e a Eurocopa.
Gibraltar, que pertence ao Reino Unido, também se tornou membro da Uefa antes de 2007, quando novas regras foram implementadas. A Groenlândia, portanto, continua enfrentando barreiras significativas para se integrar ao cenário futebolístico internacional.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.