Habitantes da Groenlândia reagem com descontentamento aos comentários de Trump sobre o território, destacando a luta por respeito e identidade coletiva.
Para muitos habitantes da Groenlândia, as declarações frequentes do governo Trump sobre o desejo de controlar o território dinamarquês são vistas como uma “total demonstração de desrespeito”. Essa opinião é compartilhada pelo cineasta groenlandês Inuk Silis Høegh.
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Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez comentários após a surpreendente decisão de seu governo de capturar o líder da Venezuela, Nicolás Maduro. Høegh comentou à CNN que, apesar da preocupação entre os cidadãos, muitos se mostraram firmes nas redes sociais, postando fotos da bandeira da Groenlândia.
O cineasta lembrou que, no ano passado, quando o governo Trump manifestou interesse pela Groenlândia, isso gerou “uma das maiores manifestações” contra a postura dos EUA. Høegh ressaltou que, na Groenlândia, “ninguém pode possuir terras individualmente; trata-se de propriedade coletiva, que pode ser cedida a pessoas físicas”.
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Essa perspectiva torna a visão do território como um bem imobiliário ainda mais provocativa para os groenlandeses. Christian Keldsen, CEO da Associação Empresarial da Groenlândia, também comentou que, embora a questão esteja “em segundo plano para nós”, ela irrita as pessoas por ser desnecessária.
Tanto Høegh quanto Keldsen destacaram a relação econômica e estratégica que a Groenlândia mantém com os EUA, especialmente em relação a investimentos e bases militares. Essa situação toca o cerne da política da Groenlândia, que é influenciada pelo legado colonial dinamarquês e pelas discussões sobre a futura independência do território.
Høegh afirmou que essa situação pode ser um grande incentivo para as negociações de independência. “Estávamos isolados do mundo… e de repente essa bomba explode e temos que descobrir o que queremos”, concluiu.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.