Em uma assembleia geral realizada nesta terça-feira (10), os trabalhadores da carreira pública de desenvolvimento e assistência social do Distrito Federal decidiram iniciar uma greve. A decisão, que não foi unânime devido a uma abstenção, reflete a mobilização da categoria, que busca avançar com uma pauta de reivindicações abrangente.
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Essa pauta, com 19 itens, visa a valorização da carreira, a revisão da jornada de trabalho e a melhoria das condições para a implementação das políticas públicas de assistência social no DF.
Principais Demandas da Categoria
Entre as principais demandas, destaca-se a realização de um concurso público para ampliar o quadro de servidores. A categoria, composta por aproximadamente 1.900 profissionais ativos, busca garantir o funcionamento adequado das ações de assistência social.
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A entidade ressalta que as reivindicações, que representam cerca de 0,2% da Receita Corrente Líquida do governo, são consideradas de impacto financeiro limitado.
Dificuldades nas Negociações
Apesar de diversas reuniões e apresentações de propostas, o sindicato relata a falta de resposta por parte do governo. Segundo o presidente Clayton Avelar, o diálogo se mostra invariavelmente fechado, sem a apresentação de uma proposta formal. A entidade busca um consenso e está aberta a contrapropostas, mas a situação persiste.
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Apoio Político e Próximos Passos
Diante da situação, o sindicato avalia o acionamento do Ministério Público para mediar as negociações. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) se comprometeu a buscar o órgão e a apoiar a luta da categoria. A próxima assembleia está agendada para o dia 18 de março, e o comando de greve definirá as ações a partir desta quarta-feira (11), preservando o efetivo mínimo de 30% nas unidades de funcionamento 24h e garantindo o atendimento aos serviços essenciais.
A carreira de desenvolvimento e assistência social desempenha um papel crucial na proteção às mulheres, defesa dos direitos humanos, promoção da igualdade racial, atendimento a pessoas com deficiência e políticas voltadas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
