Greve histórica nas universidades federais: técnicos-administrativos em Estado de alerta!

Greve histórica nas universidades federais! Técnicos-administrativos em São Paulo e RS intensificam a luta por direitos. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Greve nas Instituições Federais de Ensino Fortalece em São Paulo

A disputa entre o governo federal e os técnicos-administrativos das universidades e institutos federais do Rio Grande do Sul entra em uma nova fase nesta quinta-feira (20), com a terceira semana de paralisação ganhando força. A mobilização, que começou em 26 de fevereiro, impulsionada pela aprovação em assembleia do Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da Ufrgs, Ufcspa e IFRS, conta com o apoio da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical).

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Mais de 45 universidades e institutos federais já aderiram à greve em todo o país, demonstrando a amplitude do movimento.

O cerne das reivindicações da categoria é o cumprimento integral do acordo firmado com o governo, que inclui a garantia da jornada de 30 horas sem redução salarial, a inclusão de aposentados nos benefícios da carreira e a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para todos os servidores.

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A categoria se posiciona contra o Projeto de Lei 5.874/2025 e o PL 6.170/2025, aprovados pelo Congresso Nacional, que restringem direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores.

Detalhes da Reivindicação e Desafios

A dirigente da Assufrgs, Piedade, ressalta a especificidade do trabalho dos técnico-administrativos, que desempenham um papel crucial no funcionamento das universidades públicas federais, atendendo às demandas dos cursos noturnos e da comunidade acadêmica, das 7h às 22h30.

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Ela enfatiza que a dinâmica exige uma atenção diferenciada nas negociações com o governo, buscando garantir a valorização da categoria e o cumprimento dos compromissos assumidos após a mobilização histórica de 2024.

Myrela Leitão, integrante do comando local de greve, destaca o avanço da mobilização no estado, impulsionada por ações de base nos campi e setores da Ufrgs. Os “arrastões”, visitas aos locais de trabalho para dialogar com a categoria, têm ampliado a adesão à paralisação.

Segundo ela, a greve duplicou de tamanho em uma semana, impulsionada pela circulação de informações e pelo engajamento dos trabalhadores.

Agenda de Mobilização e Visibilidade

A agenda da Assufrgs combina atividades de mobilização interna com ações públicas. A equipe está realizando arrastões e panfletagens em diferentes unidades da Ufrgs, em Porto Alegre, além de atividades em unidades do IFRS na região Metropolitana e no Litoral.

Também está programado um seminário sobre os impactos do PL 6170/2025, às 9h desta quarta-feira (18), no auditório do Instituto de Psicologia, Serviço Social e Comunicação Humana da Ufrgs, em Porto Alegre, e um ato nacional da greve, às 17h de quinta-feira (19), na Esquina Democrática, no centro da capital gaúcha.

Essas atividades buscam dar visibilidade às reivindicações junto à população e expor os motivos da paralisação, mostrando que a universidade está em greve devido ao não cumprimento do acordo com o governo. A dirigente, Rejane de Oliveira, da CSP-Conlutas, reforça que a luta dos técnico-administrativos é parte de um processo mais amplo de autonomia política frente aos governos, evidenciando a necessidade de defender os direitos dos trabalhadores e a qualidade da educação pública.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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