Greve dos rodoviários paralisa São Luís! 700 mil passageiros sofrem com a paralisação. Saiba mais sobre as reivindicações e a busca por solução.
Uma greve geral dos rodoviários causou um grande impacto no transporte público da Grande São Luís nesta sexta-feira (30). A paralisação afetou cerca de 700 mil passageiros que dependem diariamente de ônibus para se locomover pela capital maranhense e região metropolitana.
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A decisão dos trabalhadores foi motivada pela rejeição a uma proposta de aumento de apenas 2%, considerada insuficiente pela categoria, que reivindica um aumento de 15%, além de melhorias no tíquete-alimentação e no plano de saúde.
Impacto Imediato na Rotina da Capital
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Com os terminais praticamente vazios, a rotina de milhões de moradores foi drasticamente alterada. Paradas e pontos de ônibus ficaram desocupados, e muitos moradores precisaram buscar alternativas para chegar ao trabalho, à escola ou a consultas médicas.
Relatos de filas em pontos de táxi e dificuldades de deslocamento para bairros mais distantes do centro, onde a dependência do transporte coletivo é maior, também foram relatados.
Negociações em Andamento
A greve ocorre após quatro rodadas de negociação sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET). Uma audiência está marcada para as 15h desta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), com a participação de representantes dos rodoviários, do setor patronal, da Prefeitura de São Luís e do governo estadual, na tentativa de romper o impasse e evitar uma paralisação por tempo indeterminado.
O SET informou que pode recorrer à Justiça para garantir a operação de uma frota mínima, como determina a legislação para serviços essenciais, mas até o momento a circulação de ônibus segue suspensa.
Reivindicações e Contexto
Os rodoviários argumentam que a proposta salarial apresentada pelas empresas não acompanha a inflação e não assegura condições dignas de trabalho. Entre as principais demandas estão: Reajuste salarial de 15%, Inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
A situação reflete um histórico de tensões no transporte público da capital maranhense, que já enfrentou paralisações nos últimos anos devido a conflitos trabalhistas e dificuldades financeiras das empresas operadoras.
Próximos Passos
A expectativa agora é voltada para a reunião no TRT-MA, que pode definir a retomada das negociações ou intensificar a greve se não houver avanço nas propostas. A continuidade da paralisação pode aprofundar os transtornos à população, especialmente trabalhadores e estudantes que dependem exclusivamente do transporte coletivo.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.