Governos Estaduais têm acesso a R 1 Bilhão em Empréstimos no Sistema Financeiro

Governos Estaduais têm acesso a R 1 Bilhão em Empréstimos no Sistema Financeiro durante 2026 com remanejamento dos limites de crédito.

26/06/2026 17:10

2 min

Com o remanejamento aprovado pelo CMN, governos estaduais e municipais terão R$ 1 bilhão a mais disponível para empréstimos no sistema financeiro | Joel Santana via Pixabay – 11.fev.2016
Com o remanejamento aprovado pelo CMN, governos estaduais e muni...

Estados, municípios e o Distrito Federal podem acessar até mais R 1 bilhão em empréstimos no sistema financeiro durante 2026 sem que haja uma finalidade específica para esse dinheiro.

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Essa possibilidade foi viabilizada por um remanejamento nos limites de crédito destinados aos órgãos públicos do setor governamental. A mudança não altera o teto total autorizado pelo governo — ele permanece fixado em R 23,6 bilhões —, mas reorganiza os chamados sublimites, ou seja, as parcelas específicas dentro desse limite geral.

Aumento no acesso a empréstimos regionais

Com essa nova distribuição dos recursos, fica mais fácil para estados e municípios captarem dinheiro emprestado com garantia de União; esse valor sobe passando de R 5 bi para um total de R 5,5 bilhão.

O mesmo aumento ocorre nas operações sem que haja qualquer tipo de garantia federal: o sublimite passa também de R 5 bilhões para os novos R 5,5 bilhões disponíveis.

Segundo especialistas em crédito público, a alteração visa atender uma alta demanda já existente nos governos estaduais e municipais — eles haviam utilizado totalmente as parcelas anteriormente previstas nesses subtotais do limite global.

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Como ocorreu o remanejamento dos recursos

Para liberar esse espaço financeiro extra destinado aos entes federativos, foram feitos ajustes significativos na alocação de outros fundos públicos que também são considerados sublimites importantes para investimentos no país.

O dinheiro veio principalmente da redução nas operações voltadas ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) sem garantia federal. Esse valor cai em R500 milhões, passando a ser limitado por apenas R 1,2 bilhão — antes era previsto um teto maior e mais elevado.

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Além disso, houve uma diminuição nos recursos destinados às Parcerias Público – Privadas (PPPs), especificamente aquelas cobertas pela garantia da União. O limite foi reduzido também nesse montante para chegar aos atuais R 1 bilhão.

Composição das decisões de crédito

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável pelo remanejamento dos limites globais do setor público no país em termos financeiros. A decisão sobre a Resolução 5.310 ocorreu na quinta – feira passada, dia 25 jun.2026.

A reunião contou com os ministros Dario Durigan — ministro da Fazenda —, Bruno Moretti e Gabriel Galípolo, que ocupa também o cargo de presidente do Banco Central.

Os demais sublimites permaneceram inalterados dentro desse novo quadro geral; por exemplo, foi mantido um limite global total para crédito de R 23,6 bilhões em todo o ano fiscal de referência.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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