Aluisio Segurado é o novo reitor da USP! Nomeado em 2 de dezembro de 2025, o médico assume a universidade em janeiro de 2026. A disputa teve 3 chapas e foco no financiamento da USP, com incertezas após reforma tributária
Na terça-feira, 2 de dezembro de 2025, o governador (Republicanos) nomeou Aluisio Segurado, proveniente da Faculdade de Medicina, como o futuro reitor da Universidade de São Paulo (USP). Segurado foi o primeiro candidato da lista tríplice, definida em uma eleição realizada pela assembleia universitária em 27 de novembro.
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O professor e atual pró-reitor de Graduação assumirá o cargo em 25 de janeiro de 2026, com um mandato de quatro anos.
A disputa para a reitoria da USP reuniu apenas três chapas concorrentes: Aluisio Segurado, da Faculdade de Medicina; Lúcia Duarte Lanna, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; e Marcílio Alves, da Escola Politécnica. Todos os candidatos tiveram alguma participação na gestão atual, liderada pelo reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr. (Faculdade de Medicina), o que resultou em uma ausência de uma oposição significativa.
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Aluisio Segurado foi eleito com o apoio da “bandeira”, uma iniciativa que busca unir empresas, órgãos governamentais e a sociedade civil em projetos da USP. A instituição, fundada em 1934, conta com mais de 90 mil alunos nos cursos de graduação e pós-graduação, além de 5.300 professores.
A USP é reconhecida como a universidade brasileira mais bem posicionada em rankings nacionais, sendo responsável por 22% da produção científica do país.
Assim como divulgado pelo Poder360 em 1º de novembro, as três chapas apresentadas tinham como prioridade garantir os repasses do governo estadual, que em 2025 estão orçados em R$ 8 bilhões. Essa questão se intensificou com a reforma tributária do consumo, aprovada no Congresso em 2023, que prevê a substituição gradual do ICMS pelo IBS até 2033.
A USP possui fontes de receita próprias, como cursos de extensão pagos, mas sua principal fonte de financiamento é o repasse de 5,02% da arrecadação do ICMS, um imposto estadual que está em processo de mudança.
O modelo de financiamento, estabelecido em uma lei de 1989 sobre a autonomia universitária, também é utilizado pela Unesp e Unicamp. A Unesp recebe 2,34% da arrecadação do ICMS, enquanto a Unicamp recebe 2,19%. No entanto, há incertezas sobre se os repasses que atualmente somam R$ 8 bilhões serão mantidos no mesmo patamar, devido à reforma tributária e a uma “onda antiacadêmica” que tem ganhado força na sociedade e na política.
A definição desse percentual é crucial para o futuro do financiamento das universidades paulistas.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.