Governo libera R 2,1 bilhões para Agricultura e destrava obras em frigoríficos

Liberação atende a pressão da bancada ruralista e deve retomar convênios com prefeituras, além de quitar passivos de exercícios anteriores.

21/09/2026 03:11

3 min

Leonardo Trevisan, historiador e professor de Relações Internacionais da ESPM, durante participação no WW Especial
Leonardo Trevisan, historiador e professor de Relações Internaci...

O governo federal anunciou nesta quarta – feira (18) a liberação de R 2,1 bilhões em crédito suplementar para o Ministério da Agricultura. A medida, assinada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e atende a uma demanda antiga da pasta, que enfrentava restrições orçamentárias desde o início do ano.

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O montante será destinado ao financiamento de ações de defesa agropecuária, fiscalização de insumos e manutenção de escritórios do órgão em todos os estados. De acordo com a equipe econômica, os recursos sairão do chamado “orçamento secreto” das emendas de relator, que estavam parados no Congresso Nacional.

**Exemplo de saída (com base no fonte enviado pelo usuário):**

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Liberação ocorre após pressão de parlamentares

A liberação acontece na semana em que a bancada ruralista ameaçava travar a votação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO) de 2026. Lideranças do setor chegaram a se reunir com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para cobrar agilidade na destinação dos valores.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que o crédito extra vai permitir a retomada de convênios com prefeituras e a contratação de novos servidores aprovados em concurso. A pasta também informou que parte do dinheiro será usada para quitar passivos de exercícios anteriores, o que deve destravar obras em frigoríficos e entrepostos comerciais.

Já o Ministério da Fazenda preferiu não comentar o impacto fiscal da medida. Técnicos da pasta avaliam que a liberação não compromete a meta de déficit zero, desde que haja contingenciamento em outras áreas até o fim do ano.

Repercussão no setor produtivo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) classificou o anúncio como uma “sinalização positiva”, mas ponderou que o valor ainda é insuficiente para cobrir todo o rombo deixado por cortes anteriores. Para a entidade, o ideal seria um aporte adicional de pelo menos R 800 milhões ainda neste semestre para garantir a safra de grãos.

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Especialistas ouvidos pela reportagem lembram que o país vive um momento de aperto nas contas públicas, com a arrecadação em queda livre. A avaliação é que o governo terá que escolher entre bancar o aumento de gastos ou segurar a Selic no patamar atual para conter a inflação.

Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Orçamento Federal não havia detalhado o cronograma de repasse dos recursos. A expectativa é que o dinheiro chegue às contas dos órgãos vinculados até a primeira quinzena de setembro, segundo fontes do Palácio do Planalto.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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