Governo Federal eleva imposto de importação de 1.200 produtos! Medida visa regular comércio e promete arrecadar até R$ 20 bilhões em 2026. Descubra os impactos!
Em fevereiro, o governo federal decidiu aumentar o imposto de importação de mais de 1.200 produtos. Essa ação tem como foco principal máquinas, equipamentos industriais e itens tecnológicos. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado projeta uma arrecadação adicional entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões com essa medida.
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No Relatório de Acompanhamento Fiscal, a IFI destaca o déficit crescente entre importações e exportações de Bens de Capital e Bens de Informática e Telecomunicações como um fator crucial para a alteração nas alíquotas. O saldo da balança comercial para esses bens passou de um déficit de US$ 17,7 bilhões em 2016 para um déficit de US$ 55,4 bilhões em 2025.
A IFI acredita que o aumento das alíquotas do Imposto de Importação sobre esses bens visa regular o comércio exterior, e não apenas arrecadar. A medida deve inibir parcialmente as importações e incentivar a produção interna. Embora o foco não seja fiscal, a IFI ressalta que o efeito arrecadatório será imediato, enquanto a substituição de produtos importados por produção nacional levará mais tempo.
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O documento enfatiza que a arrecadação adicional de R$ 14 a R$ 20 bilhões em 2026 seria um efeito colateral positivo, resultante da correção de distorções nas transações comerciais nos setores afetados pela Resolução.
No relatório, os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, afirmam que 2026 começa sem grandes turbulências ou medidas econômicas radicais. Os objetivos fiscais para este ano são considerados mais modestos, com o Ministério da Fazenda prevendo um superávit primário de 0,25% do PIB.
O relatório também aponta que o país precisaria de um superávit primário superior a 2% do PIB para conter o crescimento da dívida pública e mudar o perfil dos gastos, priorizando investimentos em infraestrutura e ciência e tecnologia. Além disso, a IFI analisa a deterioração do resultado primário dos estados e do Distrito Federal em 2025, que atingiu 0,04% do PIB, devido ao aumento das despesas em relação às receitas.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.