Governo Federal apresenta nova edição do programa Desenrola com mudanças impactantes para devedores

Governo Federal Lança Nova Versão do Programa Desenrola
Na manhã desta segunda-feira (4), o governo federal apresentou a nova edição do programa Desenrola. Os bancos que se juntaram à iniciativa deverão cumprir uma série de contrapartidas. Entre essas exigências, estão: a desnegativação de nomes de devedores com dívidas de até R$ 100 e de créditos renegociados; a destinação de 1% do valor garantido pelo FGO para educação financeira; e a proibição do envio de recursos a casas de apostas por meio de cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado.
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Nesta nova fase do Desenrola, os beneficiários poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar suas dívidas. O lançamento do programa contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Paulo Pereira (Empreendedorismo).
Novidades do Programa
As novidades incluem condições relacionadas ao cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). As taxas de juros poderão ser de até 1,99%, com descontos que podem alcançar até 90%. Alguns detalhes do programa já haviam sido mencionados por Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30).
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O presidente destacou que não é aceitável renegociar dívidas enquanto se continua a perder dinheiro em apostas. Assim, quem participar do Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. Lula enfatizou que não é justo que as mulheres precisem trabalhar ainda mais para quitar as dívidas de jogo de seus parceiros.
O programa de renegociação de dívidas poderá incluir outras fases, com foco em três grupos: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas. Nesta etapa inicial, as pessoas físicas serão as principais beneficiadas. A decisão do governo de promover a renegociação de dívidas ocorre em um contexto de juros altos e elevado endividamento da população.
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A gestão do programa se dá em um momento em que o presidente busca a reeleição. Segundo dados do Banco Central, houve um novo aumento no indicador de endividamento, que alcançou 49,9% em fevereiro, o maior nível desde o início da série histórica em 2005.
Além disso, o comprometimento da renda com o serviço da dívida também atingiu um recorde, chegando a 29,7% em fevereiro.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



