Governo Federal Visa Endurecer Padrões do Piso Mínimo do Frete Rodoviário
O ministro dos Transportes, da MDB, anunciou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, uma nova regulação que busca fortalecer o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. A iniciativa visa impedir que empresas que praticam irregularidades recorrentes continuem operando como transportadoras.
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O foco principal é a interrupção dessas práticas, atendendo às demandas dos caminhoneiros e adotando uma abordagem preventiva.
Medida Cautelar e Fiscalização Aprimorada
Segundo o ministro, a nova regra permitirá a suspensão do direito de contratação de fretes para empresas que comprovadamente agem de forma deliberada em relação à tabela de preços. Atualmente, a reguladora só pode agir após uma ação judicial, o que se mostra lento e ineficaz.
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A medida busca responsabilizar tanto o contratante quanto o transportador, agindo de forma mais rápida e efetiva.
A iniciativa surge em um momento crítico, com o governo temendo uma nova paralisação de caminhoneiros e buscando dar efetividade à política implementada após a greve de 2018. A avaliação do governo é que a simples intensificação da fiscalização não tem surtido o efeito desejado, pois as empresas têm tratado as multas como um custo operacional, diminuindo sua importância.
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A possibilidade de judicialização das multas também contribui para enfraquecer o modelo atual.
Empresas Alvo da Regulação
Entre as empresas que já estão sendo monitoradas de perto pela reguladora, destacam-se a BRF, Vibra Energia, Raízen, Ambev e Cargill. No ranking de multas, a BRF lidera, seguida por empresas como Motz Transportes, TransÁgil Transportes, Unilever e a SPAL Indústria de Bebidas.
Até o momento, as empresas citadas não se pronunciaram sobre o assunto.
Caminhoneiros Ameaçam Greve em Defesa dos Direitos
Diante da alta dos preços dos combustíveis e da falta de avanços com o governo, grupos de caminhoneiros de diversas regiões do Brasil manifestam insatisfação. Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABI), conhecido como “Chorão”, informou ao Poder360 que a categoria já decidiu cruzar os braços caso não haja progresso com o governo.
Landim afirmou que a categoria está alinhando as últimas definições e que, a partir de amanhã, será definida a data para a greve, que poderá ser igual ou maior à realizada em 2018. Ele ressaltou que a “dor” da situação é a mesma de oito anos atrás, envolvendo não apenas caminhoneiros autônomos, mas também aqueles contratados por empresas de transporte e motoristas de aplicativo.
