Acordo histórico evita paralisação no setor de transporte! Governo e caminhoneiros chegam a acordo sem greve. Leia agora!
Uma primeira rodada de negociações entre o governo federal e representantes do setor de transporte rodoviário, realizada na quarta-feira (25 de março de 2026) no Palácio do Planalto, resultou em um acordo sem anúncio de paralisação. O foco principal da reunião foi a consolidação da Medida Provisória (MP) que estabelece o piso mínimo do frete.
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ricardo Boulos (Psol), declarou que as demandas da categoria foram atendidas no texto da MP e que a prioridade agora é evitar alterações no Congresso.
A reunião contou com a presença de lideranças de caminhoneiros e representantes técnicos do governo. Apesar do resultado positivo, não ficou claro se uma paralisação poderá ocorrer no futuro, considerando o movimento já existente em oposição à MP.
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Uma mesa de diálogo foi criada como encaminhamento, com os grupos se reunindo novamente na mesma quarta-feira (25 de março). “Eles decidiram não fazer greve porque foram atendidos por uma medida provisória do governo. Existiam grupos que apostavam no caos para fazer politicagem eleitoral.
E as organizações de caminhoneiros tiveram responsabilidade de olhar para os trabalhadores e não fazer política nem de um lado nem de outro”, afirmou o ministro após o encontro.
Boulos também ressaltou o risco de mudanças no Congresso durante a tramitação da MP, reforçando o compromisso do Executivo com o texto original: “Nosso compromisso é defender o texto da MP no Congresso, sem retrocessos”. O governo planeja intensificar as ações de fiscalização da ANP, da Polícia Federal, da Senacon e dos Procons em todo o país, buscando evitar pressões no mercado de diesel.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) detalhou a regulação do setor, prevendo maior fiscalização eletrônica e cruzamento de dados para garantir o cumprimento do piso mínimo. Empresas que descumprirem a tabela poderão sofrer suspensão cautelar e até perder o registro em caso de reincidência.
Representantes dos caminhoneiros asseguraram que não haverá paralisação neste momento, mas enfatizaram que a mobilização será política no Congresso Nacional. “Quando há diálogo e a categoria é atendida, não se faz greve. A greve ocorre quando há perdas, não quando há ganhos.
Ganhamos uma batalha; a disputa agora é no Congresso Nacional”, declarou Luciano Santos, presidente de um sindicato em Santos.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.