Governo do Reino Unido revela documentos explosivos sobre Andrew Mountbatten-Windsor, envolto em polêmicas com Jeffrey Epstein. Descubra os detalhes!
Na terça-feira (24), o governo britânico decidiu divulgar documentos referentes à nomeação de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial. A medida ocorre em meio a controvérsias sobre os vínculos do ex-príncipe com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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A prisão de Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, na semana passada, gerou questionamentos entre parlamentares sobre a convenção que impede críticas à família real.
Mountbatten-Windsor se tornou o primeiro membro sênior da família real britânica a ser preso em mais de 300 anos. Ele foi interrogado pela polícia sob suspeita de má conduta em cargo público. O ex-príncipe sempre negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein e expressou arrependimento pela amizade entre eles.
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No entanto, ele ainda não se manifestou publicamente desde que o governo dos EUA divulgou mais de 3 milhões de páginas de documentos sobre Epstein.
Os arquivos indicam que Mountbatten-Windsor enviou a Epstein, em 2010, relatórios sobre o Vietnã, Singapura e outros locais visitados em viagens oficiais. Chris Bryant, ministro júnior do Comércio, criticou Andrew durante o debate, afirmando que ele estava em busca de autopromoção e enriquecimento pessoal enquanto atuava como enviado.
Bryant descreveu Mountbatten-Windsor como “rude, arrogante e prepotente”.
O ex-príncipe exerceu a função de representante especial do Reino Unido para Comércio e Investimento Internacional entre 2001 e 2011, permitindo-lhe viajar e se encontrar com figuras importantes, embora sem remuneração. A investigação policial contra ele começou após a divulgação de e-mails que sugeriam o repasse de documentos a Epstein durante seu tempo como enviado comercial, o que é proibido por regras de confidencialidade.
Integrantes da oposição criticaram Andrew, e ao menos quatro parlamentares defenderam o fim da convenção que protege a família real no Parlamento. Brendan O’Hara, do Partido Nacional Escocês, afirmou que “essas regras arcaicas ridicularizam nossa democracia” e que ninguém deve estar acima da lei.
O presidente da Câmara dos Comuns autorizou discussões sobre o caso, alegando que Mountbatten-Windsor não é mais parte da família real.
Os Liberais Democratas pressionaram o governo a divulgar todos os documentos relacionados à sua nomeação, utilizando um procedimento parlamentar conhecido como pedido de desculpas. Bryant declarou que o governo apoiava a moção, que foi aprovada por unanimidade.
Ele se comprometeu a tentar liberar os documentos rapidamente, embora as autoridades precisem verificar se isso não afetará a investigação policial.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.