Governo divulga plano que prevê R 1,2 trilhão em investimentos em infraestrutura até 2050

O plano visa transformar a matriz logística do Brasil, aumentando a participação de ferrovias e hidrovias para reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Imagem mostra rodovia com pavimentação rígida no Paraná

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, divulgado nesta quarta – feira (12), prevê um investimento total de R 1,2 trilhão em infraestrutura logística até o ano de 2050. O documento estabelece diretrizes que guiarão tanto os investimentos públicos quanto privados e a formulação de políticas para os setores rodoviário, ferroviário, aquaviário, hidroviário e aeroportuário nas próximas duas décadas.

Desse montante estimado, R734,4 bilhões devem ser provenientes da iniciativa privada, enquanto R 490,5 bilhões virão do investimento público. Em declarações feitas durante o lançamento do plano, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o valor total dos projetos foi fundamentado em um levantamento realizado pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.

Segundo a Abdib, seriam necessários cerca de R 1 trilhão para manter a infraestrutura brasileira em níveis adequados de serviço.

Expectativas para investimentos futuros

O presidente – executivo da Abdib, Venilton Tadini, em entrevista ao Programa Conexão Infra, apontou que os investimentos em infraestrutura no Brasil devem chegar a aproximadamente R 300 bilhões em 2026. No entanto, ele alertou que o país ainda está aquém da meta ideal de investimento em relação ao PIB.

Atualmente, o Brasil destina cerca de 2,3% do PIB para esse setor, um número bem distante dos 4% a 4,5% considerados essenciais.

No contexto do PNL 2050, foram mapeados três corredores de manutenção e 31 eixos de transporte estratégicos. Esses elementos estão relacionados a 112 objetivos prioritários que guiarão ações futuras. A ideia é usar esse diagnóstico como fundamentação para os próximos planos setoriais e também servir como base para a elaboração do PPA (Plano Plurianual) da próxima gestão.

Transformação na matriz logística

O governo planeja aumentar a participação das ferrovias e hidrovias na matriz logística brasileira com o intuito de diminuir a dependência do transporte rodoviário. Atualmente, este último representa 54% da movimentação de cargas no país. Dados da Infra SA. mostram que as ferrovias respondem por apenas 27% do transporte e as hidrovias por 19%, enquanto o aéreo representa menos de 1% dessa movimentação.

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A mudança na matriz logística é vista pelo ministro Santoro como uma estratégia fundamental para reduzir os custos logísticos no Brasil. Ele afirmou que enquanto esses custos permanecerem elevados em comparação com outros países, será mais difícil para o Brasil aumentar sua produtividade e impulsionar o crescimento do PIB.