Governo de Minas Gerais acusa escola de samba de racismo e intolerância religiosa!

Denúncia chocante! Governo de Minas Gerais acusa escola de samba de racismo e intolerância religiosa contra Acadêmicos de Niterói. Veja os detalhes!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Governo de Minas Gerais Apresenta Denúncia por Racismo e Intolerância Religiosa contra Escola de Samba

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, formalizou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, uma notícia-crime ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra membros da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A acusação formalizada envolve o presidente da agremiação, Wallace Alves Palhares, o presidente de honra, Anderson José Rodrigues, e o diretor carnavalesco, Tiago Martins.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A denúncia alega que a escola praticou racismo e intolerância religiosa durante o desfile de Carnaval de 2026, especificamente através da apresentação de uma ala que homenageava o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT). O governador Zema argumenta que a inclusão de integrantes fantasiados, com referências explícitas a evangélicos na ala da comunidade, representaria uma forma de discriminação religiosa.

Segundo o documento, a alegoria utilizada associou indivíduos que professam a religião evangélica a grupos considerados “neoconservadores” e à extrema-direita. A avaliação do governador é que essa associação caracterizaria um desprezo e uma incitação ao preconceito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A escola de samba Acadêmicos de Niterói apresentou um trecho do documento, afirmando que “as pessoas que professam a religião evangélica seriam rotuladas como ‘de extrema direita’, sendo menosprezadas numa forma de fantasia de latas de conserva”.

O caso foi sustentado pelo artigo 20, §2º-A, da Lei nº 7.716 de 1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, com aumento de pena quando cometidos em atividades artísticas ou culturais destinadas ao público.

LEIA TAMBÉM!

A escola de samba Acadêmicos de Niterói enfatizou que a apresentação pública, com transmissão nacional, agravava a conduta.

A ala temática, denominada “Ala Neoconservadora”, apresentava uma fantasia em formato de lata de conserva com o desenho de uma família composta por pai, mãe e duas crianças. A escola selecionou quatro representantes de grupos associados ao neoconservadorismo, incluindo o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.

A Acadêmicos de Niterói justificou a escolha, explicando que buscava representar a diversidade de perspectivas dentro da comunidade evangélica, sem intenção de discriminação ou preconceito.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

Sair da versão mobile