Deputado Leo Prates propõe salário mínimo regional de R$ 1.800 na Bahia! A medida pode transformar a economia local e aumentar o poder de compra. Saiba mais!
O deputado federal Leo Prates trouxe à tona uma questão que afeta diretamente o bolso dos trabalhadores baianos. Ele protocolou na Câmara dos Deputados a Indicação 95 de 2026, solicitando ao Governo da Bahia a criação de um salário mínimo regional de R$ 1.800.
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A proposta já chegou ao governador Jerônimo Rodrigues e está em fase de análise.
Atualmente, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621, valor que se aplica a todo o país e estabelece o menor pagamento permitido para trabalhadores com carteira assinada. Essa quantia também influencia aposentadorias e benefícios sociais, tornando qualquer alteração nesse valor impactante para a economia.
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Um salário mínimo regional é um piso salarial definido pelo estado, desde que respeite o valor nacional. Isso significa que o estado pode oferecer um valor superior, mas nunca inferior ao mínimo nacional. Enquanto o salário mínimo nacional é uniforme, o regional pode variar conforme a realidade local, buscando alinhar o salário ao custo de vida da Bahia.
De acordo com a indicação, a proposta visa aumentar o poder de compra da população. O deputado argumenta que um maior consumo pode impulsionar o comércio e os serviços, já que trabalhadores com salários mais altos tendem a gastar mais dentro do estado.
Isso, por sua vez, pode resultar em um fortalecimento da economia local.
Para justificar sua proposta, Leo Prates menciona o modelo do Rio Grande do Sul, onde o governo estadual estabelece um salário mínimo regional dividido em cinco faixas, cada uma atendendo a diferentes setores da economia. Em 2025, o estado aprovou um reajuste de 8%, definindo novos valores para essas faixas.
O deputado acredita que a Bahia possui uma economia robusta e a capacidade de implementar uma política semelhante, garantindo mais dignidade a trabalhadores formais, domésticos e terceirizados. Ele também cita estudos do Ministério do Trabalho e Emprego que indicam a viabilidade técnica para um piso salarial que corresponda ao custo de vida local.
A decisão agora está nas mãos do governador. Se a sugestão for aceita, o governo iniciará estudos técnicos e poderá enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa da Bahia. Os deputados estaduais discutirão a proposta antes de aprová-la ou rejeitá-la.
Enquanto isso, o debate sobre o tema se intensifica, especialmente considerando que outros estados já adotam pisos regionais superiores ao mínimo nacional. Contudo, especialistas alertam que um aumento salarial também pode elevar os custos para as empresas, exigindo um equilíbrio entre ganhos sociais e impactos econômicos.
A proposta ainda está em fase inicial, mas já gera discussões entre trabalhadores, empresários e parlamentares. Se avançar, poderá transformar a renda de milhares de famílias na Bahia, enquanto o estado aguarda os próximos passos do Executivo.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.