Golpes financeiros em alta: como o Pix pode ser seu aliado na recuperação de valores perdidos

O avanço do Pix no Brasil trouxe agilidade, mas também novos golpes financeiros. Descubra como agir rapidamente para recuperar seu dinheiro perdido!

23/05/2026 22:06

3 min

Golpes financeiros em alta: como o Pix pode ser seu aliado na recuperação de valores perdidos
(Imagem de reprodução da internet).

Golpes Financeiros e o Avanço do Pix no Brasil

O crescimento do Pix revolucionou as transferências bancárias no Brasil, mas também gerou uma série de golpes financeiros. Em diversas situações, o dinheiro desaparece em questão de segundos. No entanto, especialistas e instituições do setor financeiro destacam que agir rapidamente pode aumentar as chances de recuperar os valores perdidos.

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O principal recurso disponível é o MED (Mecanismo Especial de Devolução), criado pelo Banco Central do Brasil para lidar com fraudes, golpes ou erros operacionais relacionados ao Pix.

De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), todas as transações realizadas via Pix são rastreáveis, o que facilita investigações por parte de bancos e autoridades em casos de crimes financeiros. A seguir, apresentamos o passo a passo recomendado por especialistas e entidades do setor.

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Passo a Passo para Recuperação de Valores

  • 1. Acione imediatamente o banco: Contatar o banco assim que perceber o golpe é fundamental. Quanto mais rápido for o aviso, maiores as chances de bloquear o dinheiro na conta do fraudador. O contato pode ser feito pelo aplicativo, central telefônica ou atendimento presencial.
  • 2. Solicite a abertura do MED: O MED é um recurso para casos de golpes via Pix. O banco pode bloquear os recursos ainda disponíveis na conta de destino enquanto analisa a situação. O mecanismo é aplicável a golpes, fraudes, invasão de conta e falhas operacionais, mas não se aplica a desacordos comerciais ou erros de digitação da própria vítima.
  • 3. Reúna todas as provas: Especialistas em segurança digital recomendam que a vítima guarde informações que ajudem o banco na análise do caso e que possam ser utilizadas em investigações policiais, como comprovantes de transferência, prints de conversas e dados do golpista.
  • 4. Registre um boletim de ocorrência: A Febraban orienta que a vítima registre um boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações e identificação de quadrilhas. O registro pode ser feito presencialmente ou, em muitos estados, pela delegacia eletrônica.
  • 5. Bloqueie acessos e senhas: Se o golpe envolver roubo de celular ou invasão de aplicativo, recomenda-se trocar senhas, bloquear aplicativos bancários e avisar a operadora para bloquear a linha telefônica.

Prevenção e Dados sobre o Pix

Para evitar novos prejuízos, a Febraban aconselha a não clicar em links enviados por SMS ou redes sociais, desconfiar de ofertas muito vantajosas e confirmar dados antes de realizar transferências. Embora não haja garantia de recuperação total dos valores, a rapidez na comunicação e a documentação das provas são fatores cruciais para aumentar as chances de reaver o dinheiro.

Segundo dados do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas realizam transferências via Pix, representando 80% da população. Em um único dia, as transações alcançaram R$ 313,3 milhões, um recorde para essa modalidade de pagamento.

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Até abril de 2026, as transações via Pix totalizaram 20,9 bilhões, somando R$ 13,1 trilhões. Em 2025, foram realizadas mais de 79,8 bilhões de transferências, totalizando R$ 35,3 trilhões.

Perfil das Vítimas de Golpes

Golpes como o do falso parente no WhatsApp e falsas vendas online têm como principais alvos pessoas com menor familiaridade tecnológica, especialmente a população idosa. Uma pesquisa da empresa antifraude Silverguard revelou que os idosos representam 30,8% das vítimas de golpes digitais no Brasil, com um prejuízo médio de R$ 4.820 por golpe, quase cinco vezes mais do que entre os jovens.

O golpe mais comum entre os idosos é o “pedido de dinheiro” via aplicativos de mensagem, onde criminosos se passam por filhos ou parentes, representando 21% das ocorrências entre pessoas acima de 60 anos. Em abril, indivíduos com mais de 60 anos foram responsáveis por 6% das operações via Pix no Brasil.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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