Uma nova fraude tem sido identificada no sistema de autoexclusão de apostas, operado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, pelo Poder360, apostadores estão utilizando o sistema para obter vantagens financeiras ilícitas em plataformas de apostas online.
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A fraude foi relatada por empresas do setor, que detectaram o esquema em operação.
Como Funciona o Golpe
O esquema envolve apostas calculadas em diferentes sites, mas antes que o bloqueio de acesso seja efetivamente implementado após o registro no sistema de autoexclusão. Os fraudadores apostam na vitória, derrota ou empate do mesmo time em várias plataformas, garantindo perdas em pelo menos duas delas, independentemente do resultado da partida.
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Essa prática explora uma falha no sistema, que deveria impedir o acesso a jogos de azar.
Reclamações e Exigências de Reembolso
Após as perdas, os golpistas entram em contato com o suporte das empresas e exigem o reembolso, alegando que sua participação no programa de autoexclusão deveria ter impedido a realização das apostas. A reportagem cita um caso em que um apostador com histórico conservador, que acumulou perdas de pouco mais de R$ 500 em dois anos, principalmente em jogos de cassino, se inscreveu no programa de autoexclusão em 2 de janeiro de 2026.
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No dia seguinte, ele realizou apostas de aproximadamente R$ 5.000 em diversas plataformas, um comportamento completamente diferente de seu perfil anterior.
Investigação e Solicitação de Manifestação
O Poder360 procurou o Ministério da Fazenda por meio de e-mail, na mesma terça-feira (13.jan.2026), para saber se a pasta desejava se manifestar sobre o esquema. Até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta. O jornal digital manterá o texto atualizado caso uma declaração seja enviada.
Plataforma Centralizada de Autoexclusão
A Plataforma Centralizada de Autoexclusão foi lançada pela SPA em 10 de dezembro de 2025 com o objetivo de proteger pessoas com comportamento compulsivo em relação a jogos de azar. Nos primeiros 20 dias de funcionamento, o sistema registrou 153 mil solicitações de autoexclusão de plataformas de apostas esportivas no Brasil.
Desenvolvida pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), a plataforma permite que os usuários escolham o período de autoexclusão, que varia de um a 12 meses, ou até mesmo por tempo indeterminado. A plataforma, acessível através de um endereço específico, possibilita que cidadãos se autobloqueiem de todos os sites de apostas autorizados pela SPA-MF.
