Trágico caso em Goiás expõe violência vicária! Secretário Thales Machado comete suicídio e filhos são vítimas de manipulação. Descubra os detalhes chocantes.
Um trágico evento em Itumbiara, Goiás, em fevereiro de 2026, trouxe à tona uma forma alarmante de violência doméstica: a chamada violência vicária. O caso envolveu o secretário de Governo da prefeitura local, Thales Machado, que tirou a própria vida, e o suicídio de dois de seus filhos, de 12 e 8 anos.
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A situação expõe uma dinâmica complexa, na qual um homem utiliza seus familiares para infligir dor e sofrimento à mulher com quem está envolvido, buscando, assim, puni-la ou controlá-la.
Segundo a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, a violência vicária se manifesta quando um agressor utiliza crianças e adolescentes, frequentemente filhos, para infligir dor e sofrimento à vítima. Nesse caso, o secretário Machado construiu uma narrativa, postando nas redes sociais antes de tirar a própria vida, em que se colocava como vítima de traição e crise conjugal, responsabilizando a esposa pela situação. Ele executou os filhos e, por meio dessa narrativa, colocou a culpa sobre a mulher, como se ela fosse a responsável pelo seu sofrimento.
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Estela Bezerra enfatizou que a violência vicária é um problema sistemático, presente em diversas formas, desde situações sutis até casos mais explícitos, como o que envolveu o secretário de Itumbiara. Ela ressaltou que a principal característica dessa violência é a manipulação, na qual o agressor constrói uma narrativa para culpar a vítima, que, nesse caso, é a mulher. A mulher teve seus filhos assassinados e, na tragédia, a responsabilidade pela narrativa e pelo machismo recai sobre ela.
O Instituto Maria da Penha, uma organização não governamental que atua no enfrentamento à violência doméstica, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. A organização explicou que essa forma de violência de gênero atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes, quando filhos e filhas são usados como instrumentos de controle, punição ou chantagem. A ONG ressaltou que essa prática foi, por muito tempo, naturalizada, invisibilizada ou tratada como disputa privada, o que gerou sofrimento silencioso para as mulheres e impactou o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.