Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, internado em Brasília sob forte segurança

Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, está internado em Brasília sob forte segurança. Descubra os detalhes dessa transferência e seu histórico criminal

Internação de Gilberto Aparecido dos Santos em Brasília

Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”, está internado em um hospital particular em Brasília desde o último domingo (17), sob um rigoroso esquema de segurança. Ele é considerado o braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, no tráfico internacional de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital).

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Atualmente, Fuminho está detido na Penitenciária Federal de Brasília e foi transferido para a realização de uma cirurgia que foi considerada necessária.

Conforme informações apuradas pela CNN Brasil, Fuminho permanece no hospital e a área central de Brasília continua isolada nesta segunda-feira (18). Para a transferência do traficante, cerca de 200 policiais foram mobilizados durante a tarde do domingo.

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Histórico Criminal e Recaptura

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ocupa a segunda posição na hierarquia do PCC e é o principal aliado de Marcola, que é visto pelas autoridades como o líder máximo da facção. As investigações indicam que a dupla tem um forte vínculo no tráfico internacional de drogas.

Fuminho fugiu da Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru, em 1999 e foi recapturado 20 anos depois, em 2020, no continente africano. Ele estava na lista de procurados do Ministério da Justiça do Brasil.

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Na ocasião de sua prisão, Fuminho foi detido em um condomínio de luxo e não ofereceu resistência. A operação para sua captura envolveu a Polícia Federal brasileira, policiais moçambicanos, agentes da DEA (Drug Enforcement Administration) e o Departamento de Justiça americano.

Operações do PCC e Condenação

Investigações da Operação Mafiusi, que ocorreu no Brasil e na Itália, revelaram que o PCC havia planejado uma operação de resgate para Fuminho, avaliada em US$ 2 milhões, enquanto ele estava preso em Maputo, Moçambique. Fuminho foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado e, desde sua detenção, participou de diversas atividades para conseguir reduções de pena, como leituras, resenhas, aulas de inglês e cursos profissionalizantes.

As investigações também indicam que Fuminho mantém contato com Marcola, que está preso na mesma penitenciária desde 2019, após ser transferido da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Na época, o Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo) revelou um plano para resgatar Marcola e outros 21 líderes do PCC, que estavam em unidades prisionais no interior paulista.