Gianni Infantino se reúne com União Caribenha de Futebol em meio a críticas sobre sua gestão na Fifa

Infantino busca apoio da União Caribenha de Futebol enquanto enfrenta crescente desconfiança e críticas sobre sua gestão na Fifa.

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, enfrenta intensas críticas e desconfiança de diversas organizações de futebol. Neste fim de semana, ele se reuniu com membros da União Caribenha de Futebol (CFU) na República Dominicana, em meio a um torneio internacional sub-14.

A visita ocorre após o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, sugerir que sua presença poderia desviar a atenção do evento.

Montagliani já havia expressado preocupações em uma carta enviada na sexta – feira (21), onde afirmou que o foco deveria estar na competição juvenil e não nas polêmicas que cercam a gestão de Infantino. O encontro é mais um capítulo da controvérsia gerada pela proposta de Infantino de vender direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, ideia que foi amplamente criticada e abandonada.

Desconfiança crescente entre associações

No último domingo (23), as seis associações de futebol dos países nórdicos — Dinamarca, Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia e Ilhas Faroé — publicaram um comunicado conjunto expressando a perda de confiança em Infantino. O texto ressalta sérias preocupações sobre a governança e as decisões tomadas pela Fifa.

Além disso, pedem garantias de que a organização nunca abrirá sua administração ou competições à propriedade privada.

O comunicado também apoia a exigência feita pela AFC, Concacaf e Uefa por uma análise independente das questões relacionadas à proposta da FIFA Forward Enterprise. Esta pressão reflete um cenário cada vez mais tenso dentro da entidade máxima do futebol mundial.

Diante deste clima desfavorável, Montagliani escreveu para Infantino afirmando que “considerando a crise de governança”, sua presença no torneio poderia prejudicar o evento. Ele pediu ao presidente que reconsiderasse sua participação para não ofuscar o desenvolvimento das categorias de base.

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A defesa de Infantino

Infantino também aproveitou para criticar seus detratores indiretamente: “Alguns não precisam e não querem que os outros cresçam”. Ele enfatizou a necessidade de encontrar investimentos para todos os países, especialmente aqueles que ainda lutam para se desenvolver no esporte.

Controvérsias sobre direitos comerciais

Pouco depois da Copa do Mundo de 2026, o dirigente anunciou planos para consolidar os direitos comerciais do evento em uma nova empresa e vender participações dessa companhia para fundos de private equity. Essa proposta levantou polêmica por ser vista como uma tentativa de entregar parte do controle do maior torneio do mundo a investidores com interesses próprios.

As oposições foram imediatas; tanto a Uefa quanto a Confederação Asiática de Futebol manifestaram forte resistência à proposta. A Uefa chegou a ameaçar boicotar as Copas do Mundo caso esse plano fosse adiante. A situação representa um desafio significativo para Infantino enquanto ele tenta manter sua posição à frente da Fifa nas eleições programadas para março no Marrocos.