General Randy George busca reunião com Pete Hegseth, mas é demitido um dia depois
A demissão do General Randy George um dia após solicitar uma reunião com o Secretário de Defesa Pete Hegseth levanta questões sobre a tensão no Pentágono..
Reunião entre General Randy George e Secretário de Defesa Pete Hegseth
No início de abril de 2026, o general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, decidiu que era o momento adequado para uma reunião presencial com seu superior, o secretário de Defesa Pete Hegseth. George estava ansioso para discutir com Hegseth, especialmente após uma série de problemas que afetaram a carreira de generais do Exército, incluindo um episódio em que Hegseth bloqueou a promoção de quatro coronéis a generais de uma estrela.
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Nos meses anteriores, Hegseth demonstrou crescente insatisfação com o Exército e sua liderança, incluindo George, o que intrigou pessoas próximas ao general, conforme fontes relataram à CNN.
Essa insatisfação era notável, considerando a interação limitada entre George e Hegseth durante o mandato do secretário e a falta de comunicação antes da intervenção nas promoções. Hegseth mantinha informações em sigilo, e poucos fora de seu círculo tinham conhecimento de seus planos para o Pentágono.
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Além disso, havia uma desconfiança generalizada em relação a muitos ao seu redor, com algumas tropas sendo obrigadas a assinar acordos de confidencialidade para obter informações sobre operações, e testes de polígrafo se tornaram comuns.
Tensão e a Reunião que Não Aconteceu
George buscava aliviar a tensão com Hegseth e, no dia 1º de abril, solicitou uma reunião para discutir prioridades do secretário, como tecnologia e aprimoramento de equipamentos. No entanto, essa reunião nunca ocorreu. No dia seguinte, o general Randy George foi demitido.
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Esta reportagem se baseia em entrevistas com 15 funcionários atuais e antigos do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com a dinâmica interna do departamento. Desde o início de seu mandato, Hegseth demonstrou desconfiança em relação a autoridades civis e militares, questionando a lealdade deles.
Hegseth demitiu mais de duas dezenas de oficiais superiores com quem teve desentendimentos e interveio em promoções em todos os ramos das Forças Armadas, influenciando diretamente a liderança. A demissão de George, embora abrupta e inesperada, foi o resultado de meses de tensão entre Hegseth e a alta cúpula do Exército, especialmente com George.
Hegseth e seus aliados próximos a Trump mostraram ceticismo em relação a George, em parte devido ao seu papel como assessor do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo Biden.
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Cultura de Desconfiança no Pentágono
A rotatividade de pessoal no Pentágono chamou a atenção de legisladores, e a demissão de George gerou preocupação pública, com muitos elogiando sua integridade e expressando decepção. O secretário do Exército, Dan Driscoll, destacou o respeito que tinha por George e sua longa carreira.
Hegseth, por sua vez, não esclareceu os motivos de sua decisão, mas mencionou a dificuldade de mudar a cultura de um departamento que, segundo ele, foi prejudicada por perspectivas erradas.
O sigilo e a desconfiança têm um impacto significativo na tomada de decisões no Pentágono. Hegseth manteve os principais planejadores militares afastados da preparação para a guerra com o Irã, o que dificultou a visibilidade do pensamento estratégico do governo Trump.
Essa situação gerou desafios para os planejadores militares, que precisaram lidar com a logística de movimentação de recursos americanos na região, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford.
Conflitos Internos e Demissões Abruptas
Um dos conflitos mais notórios durante a gestão de Hegseth ocorreu com o secretário do Exército, Dan Driscoll, devido à sua relação próxima com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. Hegseth via essa relação como uma tentativa de contorná-lo, culminando em desentendimentos.
Driscoll e Vance, amigos de longa data, mantiveram uma relação que se evidenciou em ações conjuntas, como persuadir a Ucrânia a negociar com a Rússia.
Meses antes da demissão de George, Hegseth removeu o vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General James Mingus, substituindo-o por seu assessor militar sênior, General Chris LaNeve. Essa mudança indicou a intenção de Hegseth de posicionar LaNeve como sucessor de George, o que se concretizou com a demissão do general.
A demissão abrupta do Secretário da Marinha, John Phelan, também chamou a atenção, com fontes indicando que a relação entre Phelan e Hegseth se deteriorou devido a várias frustrações e desconfianças.