A Galeria Ecarta inicia o seu calendário de artes visuais nesta quinta-feira, 5 de maio de 2026, com um evento marcante: a abertura simultânea de três exposições inéditas. A programação especial, que promete ser um ponto de encontro entre artistas e o público, começa às 17h com uma conversa aberta, seguida da inauguração oficial das mostras às 19h.
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A instituição aposta na diversidade estética e na arte como ferramenta para refletir sobre os desafios do presente, reunindo produções que abrangem diferentes estilos e gerações.
“Tio Trampo: antes, agora e além”
Uma das exposições em destaque é “Tio Trampo: antes, agora e além”, com curadoria de Vinicius Amorim. A mostra revisita mais de três décadas da produção do artista, um pioneiro da arte urbana em Porto Alegre. O acervo, que inclui desenhos, pinturas, fotografias, sketchbooks, objetos, vídeos e registros de murais, oferece um panorama da consolidação da arte urbana na cidade.
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Segundo os organizadores, a exposição demonstra como a cidade se torna um território simbólico, um suporte criativo e um espaço de interação entre diferentes forças.
“Figura em percurso” de Celso Vitelli
Outra exposição importante é “Figura em percurso”, do artista e professor Celso Vitelli, realizada no âmbito do projeto Professor Artista / Artista Professor. A mostra apresenta uma série de gravuras que exploram o tema do corpo e da figura humana, um tema recorrente na obra do artista.
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As obras buscam tensionar a relação entre presença e ausência, forma e dissolução, propondo uma experiência sensível em que a imagem se constrói na sugestão e na incompletude. O projeto visa valorizar a produção de docentes, muitas vezes invisibilizada no ambiente acadêmico.
“A utopia está no infinito” de Ioán Carratalá
A exposição “A utopia está no infinito”, do artista cubano radicado no Brasil Ioán Carratalá, completa o conjunto. Reunindo desenhos em carvão, fotografias e esculturas em cerâmica, a mostra investiga a experiência migratória como um processo de deslocamento e reconstrução identitária.
A figura do astronauta é utilizada como metáfora do sujeito migrante, alguém em busca de uma nova vida e de um horizonte de possibilidades. A utopia, nesse contexto, não é um destino final, mas um horizonte que impulsiona o movimento.
Compromisso com o Diálogo Arte e Cidade
Ao abrir o ano com três exposições simultâneas, a Galeria Ecarta reafirma seu compromisso com o diálogo entre arte e cidade, com a diversidade de trajetórias e com a valorização de produções que tensionam questões contemporâneas. O curador da Galeria Ecarta, André Venzon, destaca o espaço como um território de encontro e reflexão, com um programa que prevê mais de 20 exposições ao longo do ano, distribuídas em seus diferentes espaços.
Além disso, será anunciado o edital do Projeto Potência e o calendário do Ecarta Itinerante, que levará mostras a municípios do interior do estado.
