Gabriel Galípolo alerta sobre vigilância redobrada da inflação em meio a conflitos globais
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, alerta sobre vigilância redobrada em relação à inflação e seus efeitos no cenário global. Entenda mais!
Presidente do Banco Central Fala sobre Vigilância em Relação à Inflação
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (13) que a instituição deve estar “ainda mais vigilante” em relação aos chamados “efeitos de segunda ordem” da inflação, especialmente em meio ao conflito no Oriente Médio.
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O aumento no preço do barril de petróleo já está refletindo em uma elevação nos preços, afetando diretamente o cenário inflacionário global.
Os efeitos de segunda ordem ocorrem quando a alta de um ou mais produtos se propaga para outros preços na economia, resultando em novos aumentos de preços e salários, o que pode criar uma “espiral” inflacionária. Galípolo destacou a importância de distinguir entre choques de oferta, que podem ser causados por conflitos geopolíticos ou fenômenos climáticos, e os efeitos de segunda ordem que requerem uma atenção ainda maior, considerando que a economia apresenta expectativas desancoradas e um mercado de trabalho apertado.
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Abordagem Complexa do Banco Central
O presidente ressaltou que a situação atual demanda uma abordagem mais complexa por parte do Banco Central, cuja missão é manter a inflação dentro da meta estabelecida. “Não é uma abordagem simples, mas o BC não vai se desviar do seu objetivo, que é o controle inflacionário, e está sempre se preparando para enfrentar períodos de maior desafio e adversidade”, declarou Galípolo.
Durante a manhã, ele participou da abertura da IV Conferência Anual do Banco Central do Brasil. Apesar das expectativas desancoradas, o Comitê de Política Monetária decidiu, na última reunião, continuar com o ciclo de cortes da Selic. O colegiado optou por reduzir a taxa básica de juros para 14,5%, considerando que a diminuição de 0,25 ponto percentual era a decisão mais “adequada”.