Futura: para 58,7%, posição sobre escala 6×1 não pesa no voto para presidente
Apesar da baixa influência eleitoral, 67,3% apoiam reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, manter salários e garantir dois dias de descanso.
Pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta – feira (3) indica que a posição de um candidato à Presidência da República sobre o fim da escala de trabalho 6×1 não pesa para a maioria dos brasileiros na decisão de voto no primeiro turno.
Para 58,7% dos entrevistados, o posicionamento sobre o tema não influencia a escolha nas urnas.
O levantamento, porém, mostra que a proposta tem apoio expressivo entre os eleitores. Quando questionados sobre a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso por semana e sem redução de salário, 67,3% disseram ser favoráveis à mudança.
Maioria não considera tema decisivo para votar
Embora o fim da escala 6×1 esteja associado a uma alteração nas regras de jornada, o assunto não aparece como fator determinante para a maior parte dos entrevistados ao avaliar os candidatos à Presidência da República. Os 58,7% que deram essa resposta afirmaram que a posição do candidato não influencia sua decisão no primeiro turno.
Por outro lado, 35,1% disseram que o posicionamento sobre a escala de trabalho influencia sua escolha. Esse grupo considera o tema ao decidir o voto, o que mostra que a proposta tem peso para uma parcela relevante do eleitorado, ainda que não seja decisiva para a maioria.
Outros 6,3% dos entrevistados se declararam indecisos sobre a influência do assunto na escolha eleitoral. O resultado reúne, portanto, eleitores que não veem impacto direto do tema no voto, aqueles que levam a posição dos candidatos em conta e uma parcela que ainda não definiu como avaliar essa questão.
Apoio à redução da jornada semanal
A pesquisa também mediu a opinião dos brasileiros sobre uma proposta específica de mudança trabalhista. A medida prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, manter o salário dos trabalhadores e assegurar dois dias de descanso por semana.
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Entre os entrevistados, 67,3% se posicionaram a favor da proposta. O percentual representa mais de seis em cada dez participantes do levantamento e revela que o apoio à alteração nas regras de jornada é maior do que a parcela que considera esse posicionamento decisivo para o voto.
Já 26,2% afirmaram ser contra a redução da jornada máxima. Outros 6,5% disseram estar indecisos sobre a proposta. Na prática, o levantamento registra uma maioria favorável, mas também identifica resistência e um grupo que ainda não definiu sua posição.
Como a pesquisa foi realizada
A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores de todo o país entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro. As entrevistas foram feitas por telefone, com participantes de diferentes partes do Brasil.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Futura e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR 02793/2026.
Os dados colocam lado a lado duas percepções entre os eleitores: a maioria apoia a redução da jornada máxima de trabalho, mas 58,7% afirmam que a posição dos candidatos sobre o fim da escala 6×1 não influencia o voto no primeiro turno.