Fundador da Evergrande é condenado à prisão perpétua na China em 2026
Hui Ka Yan enfrenta prisão perpétua na China após condenação por crimes financeiros envolvendo a gigante da construção Evergrande.
O bilionário chinês Hui Ka Yan foi condenado à prisão perpétua nesta quinta – feira, dia 20 de agosto de 2026, pelo Tribunal Popular Intermediário em Shenzhen.
Ele é o fundador da Evergrande Group, que chegou a ser considerada uma das maiores construtoras e incorporadoras imobiliárias do país asiático hoje detém um dos passivos mais altos registrados no setor global. A corte chinesa não só determinou essa pena para ele como também decretou o confisco total de todos os bens pertencentes ao empresário.
Condenações por crimes financeiros
O processo judicial foi rigoroso com as acusações contra Hui Ka Yan. O executivo já havia se declarado culpado em abril deste ano sobre oito charges distintas.
Entre elas, estavam desvio de recursos públicos, fraude financeira e captação ilegal de depósitos feitos pela população chinês. Na China, é prática comum que grandes empreendedores envolvidos em esquemas criminosos milionários recebam penas severas; a prisão perpétua ou até mesmo pena capital são possíveis sanções nesse contexto.
Além da condenação do fundador, outros diretores também foram penalizados: os dois filhos dele, Xu Zhijian e Xu Tenghe, receberam sentenças variando entre 22 meses e um período máximo de 18 anos no cumprimento das penas prisionais.
O colapso financeiro na construção civil
A Evergrande Group foi uma força dominante no setor imobiliário chinês durante toda a última década. No entanto, o grupo entrou em profunda inadimplência já nos primeiros sinais visíveis em 2021.
Os números do passivo são gigantescos: as dívidas da empresa somavam aproximadamente US300 bilhões (o equivalente a R 1,5 trilhão). Em função de seu estado crítico e das irregularidades apontadas, além dos bens pessoais de Hui Ka Yan serem confiscados, o tribunal aplicou multas adicionais à própria construtora que totalizam 15,8 bilhões de yuans — um valor correspondente aos cerca de R 12,2 bilhões.
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O impacto esportivo no Guangzhou Evergrande
A influência do grupo vai muito além do setor imobiliário chinês; ele ficou conhecido por ser dono e patrocinador do clube futebol Guangzhou Evergrande na década passada.
Durante esse período chamado “auge do futebol chinês”, times locais passaram a contratar estrelas globais com valores altíssimos para dominar o cenário nacional em campo. O próprio Guarzhou foi campeão pelo campeonato chinês oito vezes entre os anos de 2011 até 2019, consolidando sua hegemonia regional.
Nesse contexto financeiro turbulento que levou à falência da gigante construtora, as portas também tiveram que se fechar no âmbito esportivo.
O time atraiu diversos atletas brasileiros ao longo dos seus dias na China; nomes como Paulinho (campeão brasileiro pela Libertadores), Oscar e Ricardo Goulart já vestiram a camisa do Guangzhou Evergrande. Outros jogadores notáveis incluem o meia argentino Dario Conca.