Faturamento da fruticultura pode disparar 40% até 2029, alcançando US$ 1,8 bilhão! Descubra como o acordo com a União Europeia impulsiona as exportações
De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o faturamento da fruticultura pode aumentar em 40%, alcançando US$ 1,8 bilhão até 2029. O acordo com a União Europeia é visto como um fator que pode impulsionar as exportações do setor.
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Eduardo Brandão, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), afirmou que “a abertura de mercados favorece a continuidade do fluxo de exportações para a Europa, além de garantir maior competitividade ao produto brasileiro com alíquotas reduzidas gradualmente”.
Brandão também ressaltou a importância da parceria com a Europa, que é o principal destino das exportações brasileiras. Ele destacou que o fluxo comercial com o continente foi essencial, especialmente em um ano desafiador para o setor agropecuário.
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Dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que em 2025, o volume de frutas exportadas para a Europa cresceu 19% em relação a 2024, totalizando 1 milhão de toneladas. O continente recebeu cerca de 77% do total exportado pelo setor, o que anima as empresas brasileiras que competem com países como Peru, Chile e México.
As vendas de frutas brasileiras ao exterior atingiram um recorde em 2025, somando US$ 1,57 bilhão, com um aumento de 13,36% em valor e 19,6% em volume em comparação ao ano anterior. O acordo entre Mercosul e União Europeia, que enfrentou atrasos devido a entraves regulatórios, gera otimismo no setor quanto à flexibilização de tarifas.
O levantamento da Abrafrutas estima uma redução de tarifas entre 4% e 14% para produtos brasileiros, com a uva recebendo isenção imediata. Luiz Roberto Barcelos, conselheiro da International Fresh Produce Association (IFPA) e diretor da Abrafrutas, acredita que o consumo de frutas brasileiras aumentará com a concorrência de países que já possuem isenção de tarifas.
Barcelos destacou que o recorde de exportação demonstra o grande potencial do setor, mas enfatizou a necessidade de investir e diversificar os destinos das exportações, evitando a concentração na Europa. Ele observou que outros países da América do Sul e América Latina também produzem frutas similares, mas possuem benefícios comerciais que o Brasil ainda não tem.
A percepção dos agentes do setor indica uma oportunidade de ampliar os embarques para o hemisfério norte, que demanda abastecimento durante períodos de entressafra. A produtividade local de frutas na Europa não compete com as exportações, permitindo um fluxo comercial constante devido à demanda.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.