Frota Humanitária Interceptada: Ativistas e Brasileiros em Alerta na Grécia

Frota para Gaza é interceptada na Grécia! Ativistas presos, brasileiros em destaque. Operação israelense gera alerta internacional. Saiba mais!

Frota de Ajuda a Gaza é Interceptada na Grécia, Gerando Preocupação Internacional

Em uma operação que ocorreu na madrugada desta quinta-feira (30), no horário de Brasília, forças israelenses interceptaram mais de 20 embarcações que faziam parte de uma frota destinada a fornecer assistência à Faixa de Gaza. A ação, que envolveu a prisão de centenas de ativistas de diversas nacionalidades, incluindo cidadãos brasileiros, ocorreu na costa da Grécia, em águas internacionais.

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Os organizadores da iniciativa, a Global Sumud, denunciaram a ação como ilegal, alegando que as embarcações foram cercadas “ilegalmente” por navios militares israelenses.

Situação Atual dos Ativistas e da Frota

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores israelense, aproximadamente 175 ativistas, a bordo de mais de 20 barcos, seguem agora pacificamente em direção a Israel. No entanto, a Sumud informou que parte da frota foi redirecionada para o sudoeste de Creta, devido a dificuldades técnicas e interrupções no contato com alguns dos barcos. Sete brasileiros participam da missão, com Mandi Coelho e Thiago Ávila em um dos barcos interceptados e os demais – Ariadne Telles, Beatriz Moreira, Lisi Proença, Leandro Lanfredi e Lucas Gusmão – nas embarcações redirecionadas para Creta.

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A situação dos ativistas brasileiros é motivo de grande preocupação para familiares e organizações, que temem pela sua integridade física, considerando o histórico de ataques a flotilhas anteriores.

Denúncias e Condenações

A comunidade internacional tem se manifestado sobre a situação, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas ONGs estrangeiras acusando Israel de impedir a entrada de bens em Gaza, o que tem gerado uma grave escassez no território desde o início da guerra em outubro de 2023.

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A Global Sumud afirma que pelo menos 22 dos 58 barcos da frota foram tomados de assalto pelas forças israelenses, em violação do direito internacional. A organização partiu em abril de costas europeias e, em uma videoconferência, informou que 211 pessoas foram interceptadas, incluindo 11 francesas.

Resposta da Guarda Costeira Grega

Em resposta a um “sinal de socorro” recebido pela Guarda Costeira grega, uma embarcação foi enviada à área, a 95 quilômetros de Creta, mas constatou que ninguém estava em perigo e que não era necessária assistência. A Guarda Costeira explicou que sua jurisdição se limita a buscas e resgates em águas internacionais.

Os barcos da frota foram abordados por lanchas militares israelenses, que, segundo relatos, utilizaram lasers e armas de assalto semiautomáticas e ordenaram que os participantes se agrupassem na parte dianteira dos barcos.

Contexto Histórico e Repercussões

Esta interceptação se soma a dois comboios internacionais anteriores, que também foram abordados pela Marinha israelense em frente às costas do Egito e de Gaza em 2025. A abordagem desses barcos gerou condenações internacionais e a prisão e expulsão dos ativistas.

A Faixa de Gaza, sob o controle do Hamas, enfrenta um bloqueio israelense desde 2007, que tem agravado a crise humanitária no território, com a morte de mais de 70 mil palestinos e a escassez de recursos básicos.