Friedrich Merz celebra acordo UE-Mercosul como “marco” e expõe resistências na UE em 2026

Acordo UE-Mercosul causa polêmica na UE! Chanceler Merz celebra marco na política comercial. França e Irlanda resistem! Saiba mais.

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(Imagem de reprodução da internet).

O chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU, centro-direita), avaliou o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), como um “marco na política comercial europeia”. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais. “Com este acordo, fortalecemos nossa economia e nossas relações comerciais com nossos parceiros na América do Sul – isso é bom para a Alemanha e para a Europa”, afirmou Merz.

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Apoio Estratégico e Antecedentes da Negociação

O chanceler já havia demonstrado seu apoio ao pacto em novembro de 2025, durante a Cúpula de Líderes da COP30. “Estamos trabalhando de forma estratégica para construir e desenvolver parcerias globais. Isso inclui o Brasil e os países do Mercosul”, declarou na ocasião.

A expectativa era de que o acordo fosse formalizado em dezembro, seguindo um processo de negociações que remonta a junho de 1999, quando ocorreu a primeira Cúpula entre a América Latina, o Caribe e a União Europeia, no Rio de Janeiro.

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Resistência em Alguns Estados-Membros da UE

Apesar do apoio de países como Alemanha e Espanha, a aprovação do acordo enfrentou resistência em alguns Estados-membros da União Europeia. A França, liderada pelo presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro), expressou preocupações sobre os benefícios limitados para o crescimento francês e europeu.

A Irlanda, representada pelo vice-primeiro-ministro Simon Harris (Fine Gael, centro-direita), também se manifestou contra, argumentando que as medidas propostas não seriam suficientes para atender às necessidades de seus cidadãos.

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Requisitos para Aprovação da UE

Para a aprovação do acordo, a Comissão Europeia precisava do apoio de pelo menos 15 dos 27 países integrantes, representando pelo menos 65% da população da União Europeia. A votação, que ocorreu nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), demonstrou a complexidade do processo, com diferentes visões entre os membros do bloco.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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